Gênero: Ação, Mistério.
Capitulos: 01/??
The Silver Moon
“Coloque
o amor no coração de um homem, e ele será a criatura mais feliz da face da
terra. Viverá sem arrependimentos, abandonará seu passado e viverá apenas por
ele. Arranque isso dele e terá o ser mais vil, coloque então uma espada em sua
mão, e terás a mais sangrenta vingança”
Capitulo 1: O executor de estacas.
819, Europa.O que chamavam de a “A Idade Negra”, onde Deus
abandonou os homem a seus próprios atos.
A Igreja tentava regir o mundo perdido, a para tentar manter
o mínimo de ordem no meio desse caos. Pragas. bruxas, vampiros, lobisomens e
diversas outras aberrações vagavam pela noite contaminando e destruindo as
civilizações que estavam a beirada ruína, a inquisição era uma luz no fim do túnel,
mas após algum tempo, rumores de falsas acusações e mortes sem sentido mesmo o
relacionamento povo – igreja parecia tenso. É nesse mundo em que se passa essa
historia.
Na cidade de Bran, uma cidade de médio porte no norte da
Europa, distante de quase tudo, um homem anda sozinho pela noite chuvosa,
coberto por uma capa azul escuro,e um grande chapéu em mesmo tom, apenas seus
longos cabelos negros podiam ser vistos. Após alguns minutos andando, ele chega
a um beco sem saída, onde dois caras mal encarados o impedem de avançar.
-O que quer aqui rapaz? Diz um deles.
-Procuro uma informação, e seus amigos sanguessugas devem
tela. Responde o rapaz.
-Ei, ele sabe sobre o submundo. O que faremos? Pergunta um
deles.
-O de sempre... Diz o outro puxando uma adaga da bota.
O rapaz então salta para traz e saca um espada de seu cinto,
porem diferente da lamina cinza opaca do aço comum, a dele reluzia brilhante,
uma espada de prata.
-Um Inquisitor! Parece que ganharemos um bom bônus por esse.
Ambos os caras correm na direção dele e começam a ataca-lo com facas
simultaneamente, porem o rapaz se desvia facilmente, apenas evita um ou outro
golpe com sua espada, mas vai só se afastando.
-Que foi rapaz, essa espada é só um enfeite? Diz um dos
caras dando uma pausa ao ataque.
-Parece que não há necessidade de mancha-la com o sangue de
vocês. O rapaz guarda a espada novamente.
-Maldito esta nos testando?! Ambos correm enfurecidos na
direção do rapaz, que simplesmente salta por cima deles.
Antes que os caras pudessem se virar, estacas de madeira
atravessam seu crânio.
-Podiam simplesmente de deixarem passar... Diz o rapaz indo
em direção ao beco novamente.
O rapaz caminha até o fim do beco onde acha uma parede com
uma espécie de desenho estranho, parecia arte surreal. Ele pressiona sua mão
contra o desenho, e uma parte da parede se abre, revelando uma escadaria que
leva para o subterrâneo. Ele não hesita nem por um momento e começa a descer.
Após alguns minutos descendo aquela escadaria pouco iluminada, ele chega a uma
grande porta decorada, como aquelas de salões de dança em castelos.
Ele fica alguns segundos prado em frente a tal porta, antes
de abri-la violentamente.
Quando ele entrea na sala, a orquestra que tocava para. E um
grande numero de pessoas, todas vestidas como nobres, param de dançar e se
viram para ele.
-Perdões pela intromissão, mas vocês não ligariam de que um
simples humano se junte a vocês? Pergunta o rapaz se curvando.
-Quanta humildade... Acho que você é alguém muito acima de
um simples humano. O que faz com que Willian Gepheto, o executor de estacas,
nos de a honra de sua presença, depois de anos desaparecido? Um homem galante
sai do meio das pessoas no salão, parecia ser o líder dali.
-Sempre gentil Conde Cleurense, como anda sua bela esposa?
Willian caminha até a mesa e pega uma taça de vinho e começa a caminha pelo
salão, bebendo lentamente.
-Foi queimada na fogueira semana passada por seus amigos.
Mas lutou bravamente até o final. E a sua? Se não me engano chamasse Mariane, a
famosa Mestre de Marionetes, como ela está? O homem começa a andar em direção a
Willian.
-Está morta. Faz uns 3 dias desde que eu a achei no chão sem
sangue. Estava pensando se alguém aqui pode me dizer quem fez isso com ela.
Willian para na frente do Conde, encarando-o. O clima era pesado, e diversos
murmúrios passam a ser ouvidos.
-Então, nosso grande amigo esta a procura de vingança? O
Conde se desmancha em gargalhadas.
-Bem pode se dizer que sim. Responde o rapaz.
-Você, Willian Gepheto, o maior matador de vampiros da
historia, vem a nós procurando o vampiro que matou sua bruxa, querendo
vingança?! Sabe quantos de nós tivemos alguém próximo de nós que foi morto por
você?! O Conde passa a gritar em fúria.
-Pelo meu histórico, acho que a maioria de vocês...
-Então não se queixaria se nós resolvêssemos tomar a
iniciativa nessa coisa de vingança? Diz o Conde sacando sua espada.
-Sintam se livres, contanto que alguém consiga sobreviver
para me contar o que eu quero saber. Diz Willian jogando a taça pro lado, e
assim que ela toca o chão todos os integrantes da festa revelam presas e saltam
na direção de Willian, que joga sua capa pra cima, e dela caem pequenas esferas
prateadas que ao tocarem o chão explodem em uma luz branca, que frita grande
parte dos vampiros da sala.
-Maldito, o que é isso?! O conde se contorcia no chão,
metade de seu corpo queimava, coo se algum tipo de acido tivesse sido despejado
em cima dele.
-Um presente da “minha bruxa”, ela chamava de Silver Moon.
Mas é incrível que tenha sobrevivido a essa distancia, o conde é realmente um
dos vampiros mais fortes de toda província de Bran. Diz Willian sacando sua
espada.
-Você sabe que essa é uma cidade dominada pelos seres da
noite. Mesmo sua igreja só existe por que nós permitimos, eles não vão tomar
nenhuma ação pra te ajudar. Sabe que está só indo de encontro com sua morte ?
Diz o conde.
-Sim eu sei. Mas eu perdi a mulher que amo, minha vida não é
algo que eu ligaria de perder agora, acho que você me entende. Willian coloca a
espada no pescoço do conde.
-Sim eu sei... Como um agradecimento ao que Mariane fez por
mim no passado vou te dizer uma coisa. Procure Abran Felgan, ele conhece todos
os vampiros dessa província, deve saber de algo... Dizem que ele sabe de
tudo... Agora, por favor... Acabe com isso. Diz o Conde.
-Que Deus tenha piedade da alma que, uma vez amaldiçoada, eu
purifico com a lamina de prata. Willian decepa a cabeça do conde, e se vira
para ir embora. Apenas uma pista vaga, mas era melhor do que nada.
Porem quando ele se aproxima da porta, uma faca passa rente
a sua cabeça. Ele rapidamente salta para traz e saca sua espada e fica em
silencio.
Após alguns segundos algumas mulheres vestindo vestidos de
luxo e empunhando facas começam a descer a escada.
-Mais vampiros?... Willian se prepara para atacar, porem
assim que ele ia dar um passo a frente, as mulheres saltam em sua direção, como
se pudessem planar e começam a ataca-lo com uma sincronia mecânica, como se
fossem um único ser em diversos corpos. Willian conhecia a única coisa com essa
tipo de movimentação, mas era impossível. Mas seu medo se torna real quando ele
termina a sequencia de esquivas e ataca uma delas. A espada atravessa madeira,
um corpo oco, com forma de pessoa, capaz de se mover sozinho: As marionetes de
Mariane, mas não era possível, quando ela morreu Willian destruiu todas, e
mesmo que sobrasse alguma, Mariane era a única pessoa no mundo capaz de
dar-lhes ordens e ela estava morta.
Quanto mais ela olhava paras a marionetes mais ele ficava
perplexo. Cada detalhe, as roupas, os penteados, e as expressões que cada uma
tinha no rosto, eram tão variados e detalhados como só Mariane era capaz de
fazer. “Cada uma é um ser diferente, podem ser irmãs, mas cada uma é única,
nunca vou fazer 2 iguais.” Mariane costumava dizer isso enquanto fazia elas. A
imagem dela sentada na mesa, esculpindo cada pedaço delas vem a mesa, seu
sorriso, seu olham empenhado e apaixonado por aquilo que fazia. Um misto de
saudades e ódio começa a preencher o coração de Willian até que ele não
suporta, e solta um grito e começa a atacar as marionetes para despedaça-las e
não para vence-las. Alguem estava usando a criação da mulher que ele amava para
destruí-lo.
Ele sempre dividia o tempo de Mariane com essas marionetes,
no inicio ele até tinha ciúmes, mas após um tempo vendo ela fazendo-as, vendo o
empenho e felicidade com a qual Mariana as trabalhava, passou a ter uma certa
feição para com elas, afinal sua amada as tratava como filhas. Porem alguém
agora usava a criação e a vida de sua esposa, para Willian era imperdoável.
Ele lutava com ódio e não com a cabeça. Seus ataques eram
abertos, suas esquivas falhas, e naquele ritmo, ele seria a único a ser
destruído. No meio de jogo de ataques, um deles seria inexquivavel, a Willian
apenas sorri. “Ser morto pela criação da mulher que queria vingar, bem patético...”
Pensa ele esperando a estocada. Porem ela não chega.
Ao abrir os olhos Willian ve a sua frente uma mulher com uma
armadura prateada. Que Barrou o ataque em um grande escudo.
-Não ouse morrer aqui Willian. Diz a mulher destruindo a
marionete a sua frente um único golpe de uma espada bem maior que a de Willian.
-Ingrid? O que faz aqui?
-Evitando a morte de um idiota, sabe... força do habito...
-Sabe que agora sou caçado pela igreja, por que me ajuda?
Diz o rapaz levantando a guarda novamente.
-Foi mandada aqui pra ver o que estava acontecendo. Achei
algumas marionetes provenientes de bruxaria atacando um simples carpinteiro.
Apenas conclui minha missão e deixei o lugar.
-Relatórios nunca foram seu forte... Willian volta a si, e
passa a lutar novamente.
Com a ajuda de Ingrid, não leva muito tempo para que todas
as marionetes fossem destruídas, eles então deixam o local e se escondem em uma
casa abandonada não muito longe dali.
-O que você tem a cabeça?! Diz Ingrid ao entrar na casa.
-Estou atraz de informação, foi um vampiro que matou
Mariane. E eu jurei encontra-lo. Willian se senta num canto.
-Pra mim parece que você procura a própria morte. O que
acontece nesses 5 anos que te mudou tanto assim. Ingrid larga sua espada e seu
escudo e se senta ao lado dele.
-Bem... vou te contar a história... A historia de um homem
que encontrou o amor onde não devia, e por isso abandonou uma vida de violência
e morte, e agora, por capricho do destino, vai voltar a ela por vingança...
Willian suspira e olha para o teto, aquela era a história de sua vida.