Autor: L
Gênero: Romance, Fantasia
Capitulos: 01/??
Palavras do Autor: Shiroi é mais uma tentativa de mudança de genero. Apesar de levar a sigla Legend Of Arknus, que são as histórias que se passam no mundo de meu sistema de RPG, ela é muito menos focada em combate, e depois da revisão focara ainda menos. Pode parecer meio estranha a 1º vista, por tratar de romence entre 2 e entidades femininas, mas diferente de minhas outras historias essa não foi construida, ela apareceu derepente em minha cabeça (sinistro),eu achei uma trama bem interessante, mas cabe a vocês decidirem.
Capitulo 1:
Aquela que provem da luz.
Kyria, 1360.
Após a extinção da magia, Kyria se tornou palco de uma guerra que já durara 60
anos, na qual os vampiros tentavam tomar posse do continente, que já não
conseguia mais oferecer uma resistência descente, devido a superioridade física
dos invasores. O continente viu um fio de esperança quando surgiram os primeiros
projetos de magitech, uma tecnologia que utilizava cristais como fonte de
energia, porém, após alguns meses tais armas também eram utilizadas pelos
inimigos, que ganhavam terreno em velocidades cada vez maiores. A esperança já
se esvaia dentro do coração da maioria dos kyrians.
Essa
história se inicia em um pequeno vilarejo que servia de base para um grupo de
resistência, que apesar de pequeno, estava obtendo sucesso em suas batalhas, o
que fazia com que seus nomes passassem a ser conhecidos, tanto por aliados
quanto por inimigos. Durante certa noite, um cerco é formado contra esse
vilarejo. As tropas vampiricas avançavam como sombras entre a floresta que
cercava a pequena vila, silenciosos e sorrateiros, os eles os cercaram o
vilarejo sem que sua presença fosse notada, e então, com um horrendo grito de
guerra o ataque se iniciou.
Os
vampiros vestidos de pretos pairavam pela sombra ceifando a vida de qualquer
coisa que aparecesse pela frente, quando o vilarejo conseguiu organizar sua
defesa, os inimigos já estavam quase no castelo que servia como base, porem, ao
soar de uma trombeta, eles viram que o combate ainda não estava ganho. Das
janelas frontais do castelo saltam 3 pessoas: Uma mulher que utilizava um
corpete de couro negro e duas pistolas prateadas, um garoto de cabelo curto,
grandes óculos redondos e duas foices e um homem com uma grande capa azul e uma
pistola escura como a noite. Quando os 3 chegam ao chão, os inimigos param por
alguns segundos, e partem para cima deles, que também correm em direção aos
oponentes, o homem e a mulher disparavam a distancia com uma precisão absurda,
enquanto o garoto toma a dianteira e salta dentro de uma aglomerado de vampiros
e sai cortando-os freneticamente com as foices. Logo após, os portões do
castelo de abrem e um grupo de mais ou menos 50 pessoas saem, alguns com
pistolas e alguns com espadas, começam a combater os vampiros mais próximos a
base. A luta entre esse grupo e os invasores não tinha nada de impressionante,
pareciam soldados treinados normalmente, e a vantagem numérica dos vampiros lhe
garantiriam a vitória, mas a presença dos outros 3 guerreiros era algo
inacreditável, entre ataques e esquivas seus movimentos eram perfeitos, a
destreza com a qual combatiam era anormal, ultrapassavam fileiras de oponentes
sem um único arranhão, derrubando inúmeros inimigos com um único ataque, mas
mesmo assim, de pouco em pouco os vampiros se aproximavam do castelo, e o
cansaço começava a tomar conta dos defensores, os 3 combatentes agora se
juntavam com o resto do esquadrão e tentavam impedir o avanço inimigo, mas eles
pareciam não ter fim. Eles continuaram a lutar bravamente, mas a exaustão já
estava se aproximando, e vários deles já haviam perecido, a luta estava cada
vez mais difícil de ser vencida, é quando o céu se abre, e no meio da escuridão
da noite um fecho de luz atravessa as nuvens e chega ao chão. Segundos depois o
clarão começa a se desfazer e no meio dele aparece a figura de uma mulher, de
olhos e cabelos brancos, como a luz da qual ela provinha, e suas vestes também
compartilhavam tal tom que parecia brilhar dentro das trevas que envolviam
aquele campo de batalha. Antes que a mulher de branco conseguisse se dar conta
de onde estava, um grito quebra o tenebroso silencio que se formara:
-Matem-na!!!
Então,
todos aqueles que até então atacavam avidamente dos defensores do castelo, se
voltam e saltam para cima daquela jovem:
-Cuidado!!!
Grita a mulher com as pistolas prateadas.
Todos os
vampiros saltam contra a garota, que simplesmente saca a espada que carregava
na cintura:
-Para que
uma nova Genesis possa se iniciar, eu trouxe a extinção, pois eu sou... Deva...
Quando ela
termina de desembainhar a espada um grande clarão toma conta do lugar, cegando
a todos. Após alguns segundos a luz se dissipa, no centro do clarão estava
apenas a garota, desmaiada, quase todos a vampiros já não estavam mais lá, e os
poucos remanescentes corriam apavorados, depois de muito sangue derramado, o
combate havia chegado ao fim.
Os
defensores se aproximam da mulher que lhes salvara, parecia uma garota normal,
com a exceção da cor de seus olhos e cabelos, e por sua expressão parecia estar
em um tranqüilo sono. Dentre o pequeno grupo, sai a mulher de armas prateadas,
pega-a no colo e a leva para dentro do castelo. Ela não sabia quem e nem o que
aquela garota era, não sabia qual era seu propósito, mas ela a salvou, lhe
devia gratidão, não, não era isso, ela por algum motivo não conseguiu ignorá-la
após ver o rosto sereno, daquela que proveio da luz.
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