Green Tears
Autor: L
Gênero: Ação, Mistério.
Capitulos: 01/??
Gênero: Ação, Mistério.
Capitulos: 01/??
Palavras do autor: Green Tears é uma tentativa de fugir da ação medieval que sempre utilizei. Junto com In The Light, ela se passa num ambiante atual/futuro próximo, mas diferente da 1º, ela se baseia em ação para completar um enredo envolvendo tramas e mistérios, em um ambiente muito semelhante a Darker than Black, um de meus animes favoritos e o que me inspirou a criar algo desse gênero. Inicialmente ela pode parecer bem ramdomica, sem um foco grande, mas o enredo passa a se complicar mais a frente, conforme os personagens/mundo vão se revelando.
“O que é uma arma? Um instrumento usado para a defesa própria, de um ideal? Ou para atacar, destruir aquilo que estiver na frente de seus ideias e objetivos? Nada disso, a resposta é bem mais simples. Uma arma é um instrumento para matar. Ela não distingue certo ou errado, defensor ou atacante, homem ou mulher, velho ou criança. Ela apenas mata aquilo que a ordenam, esse é seu objetivo, e sua única função. Eu sei disso, pois eu sou uma arma.”
Capitulo
1: A arma chamada de Viridian.
2015, uma noite silenciosa em algum lugar da Alemanha.
Próximo a uma grande fabrica, meio afastada do resto da cidade, 6 guardas
fortemente armados patrulham próximos aos grandes portões frontais sendo
assistidos por diversas câmeras de segurança, espalhadas entorno da muralha que
cercava o prédio principal. Com certeza muito mais segurança do que uma fabrica
de cidade pequena necessita, mas o conteúdo dela também não é nada normal.
No meio da noite, um jovem começa a se aproximar
furtivamente da fabrica, tomando todo o cuidado para não ser notado pelos
guardas. Aparentava ter 21 anos, cabelo médio e olhos castanhos, usando um
sobretudo preto e carregando uma mochila. O campo irregular em forma de
trincheiras ajudava a se aproximar sem ser notado. Ao chegar a ultima
trincheira, a uns 100 metros do portão principal ele tira uma espécie de
comunicador e o prende ao ouvido.
-Iris consegue me ouvir? Diz sussurra ele, enquanto examina
o movimento próximo ao portão.
-Áudio e vídeo limpos, tudo como planejado. Diz uma voz
feminina em seu ouvido.
-6 guardas e 5 câmeras no portão frontal como esperado. Preciso de um ponto cego. Diz o cara.
-Dispare o dispositivo a 38 graus a sua esquerda quando eu
der o sinal. Atinja o espaço entre as duas câmeras. Diz a voz.
-Certo. Diz o cara colocando a bolsa no chão, tirando dela
algo que parecia um lança-granadas e se posicionando para o tiro.
Assim que ele recebe o sinal dispara um projetil que se
prende a parede entre as câmeras e começa a piscar uma luz verde, bem fraca.
Nenhum guarda ou câmera vê ou ouve o disparo. O cara guarda o lança-granadas e
pega uma arma e prende um silenciador nela, e vai para o fim da trincheira,
deixando a mochila lá.
-Aguardando o sinal para iniciar a operação. Diz ele.
-Terminando hackemento do sistema de segurança eletrônico.
Pode começar quando quiser. Diz a voz.
-Iniciando operação. O rapaz respira fundo e para por alguns
segundos, então, seus olhos vão de castanho para um verde brilhante, quase como
uma esmeralda. Então ele sai da trincheira correndo em direção ao portão
principal.
Ele se movia muito mais rápido que uma pessoa normal, talvez
mais até que um velocista olímpico. Antes que qualquer guarda conseguisse
nota-lo, ele efetua disparos desumanamente precisos contra eles. Seis guardas,
seis tiros, todos na cabeça e tudo isso em menos de 5 segundos.
-Abrindo os portões. Diz a voz.
-Informações das defesas internas. Diz o rapaz trocando o
pente de sua arma. Segundos depois os portões principais se abrem e ele corre
corredor adentro.
-O alvo está no segundo andar do subsolo. Siga pelo corredor
principal até a primeira saída à esquerda, há dois guardas lá, depois suba a
escada para a sala de segurança, três guardas na sala, alarmes já
desativados...
O rapaz segue as instruções a risca, corre pelo corredor, ao
virar para esquerda, dispara 2 tiros certeiros nos guardas, sobe a escada, e encosta
na parede ao lado da porta da sala de segurança.
-Para descer para o andar onde se encontra o alvo é
necessário a digital e o cartão do chefe de segurança. Ele tem um chip em seu
corpo que passa um sinal caso ele morra, isso anula seu cartão e digital.
O rapaz então se posiciona próximo a porta, pega uma granada
em seu cinto, abre a porta rapidamente, joga a granada e a fecha novamente.
Apenas o barulho de vazamento de gás é ouvido, segundos depois, o de corpos
caindo no chão.
-Tudo limpo. 6 minutos até a troca de turno acontecer. Diz a
voz.
O rapaz entra rapidamente na sala, pega o cartão do único
cara com o uniforme diferente de todo resto, pega um pequeno spray em uma
pequena bolsa pra na parte de traz do seu cinto e passa na mão chefe se
segurança, até se formar uma massa branca. Ele a guarda e sai da sala.
-Volte ao corredor principal. Dois funcionários desarmados
estão vindo em sua direção, o elevador está no fim desse corredor à esquerda.
O rapaz vira o corredor e corre em direção aos funcionários,
e, antes que pudessem fazer alguma coisa, são derrubados com golpes de algum
tipo de arte marcial.
-Lugar para escondê-los? Pergunta o rapaz.
-Primeira porta a direita, banheiro feminino, ninguém lá
atualmente.
O rapaz arrasta os 2 corpos para lá rapidamente, os coloca
em cabines diferentes e continua.
No final do corredor encontra uma bifurcação, à direita um
grande corredor, à esquerda, uma parede, com um interruptor de luz.
-Abra o interruptor e mecha a alavanca nessa ordem:
esquerda, direita, esquerda, direita, direita e pra cima. A porta do elevador
vai se abrir.
O rapaz faz como manda a voz, e como previsto a parede se
abre, revelando um elevador. As antes de entrar, o rapaz se vira e atira. Havia
um guarda saindo de uma sala. Após isso, ele entra no elevador rapidamente e
coloca a massa com a digital do chefe de segurança em um dispositivo de
leitura.
-Esse movimento foi desnecessário. Diz a voz
-Ele veria o elevador se fechando, não quero ariscar uma
possível rota de fuga alternativa. Quanto tempo para alguém acha-lo?
-Por minhas projeções, em 23 minutos, alguém passará pelo
corredor e soará o alarme. Mas não tenho nenhuma informação de depois do
elevador, o sistema de lá é totalmente individual.
-Você precisa de quanto tempo para abrir o cofre? O rapaz
troca o pente de sua arma novamente.
-Cerca de 2 minutos.
-Em 8 eu consigo sair. Tudo dentro do planejado. Agora são 1:15,
diz pra Envi estar na rota de fuga as 1:25, sem atraso. Diz o Rapaz vendo o
relógio.
-Certo.
Quando o elevador se abre, revela um grande corredor
totalmente branco, com 4 guardas do outro lado. Sem nem pensar eles se preparam
e começam a disparar contra o rapaz. Os olhos dele começam a brilhar mais
forte, e ele começa a correr em direção aos guardas desviando dos tiros com
acrobacias impossíveis a um ser humano. Novamente derruba seus alvos com um
tiro em cada um, e chega do outro lado do corredor sem um arranhão. A única
coisa no lá é uma grande porta de cofre, além dos corpos. O rapaz tira de sua
bolsa um dispositivo igual ao usado para desativar as câmeras de segurança do
portão principal, e o coloca na porta do cofre.
-Começando hackemento. E cuidado, alguém está usando o
elevador. Diz a voz.
O rapaz rapidamente troca seu pente e aponta para o
elevador, esperando a porta se abrir.
Assim que ele chega a se abre minimamente, tiros são
disparados simultaneamente, tanto de dentro do elevador quanto contra ele. Os
tiros colidem e param no meio do caminho. O elevador termina de abrir,
revelando um homem de terno e gravata, meia idade, usando óculos escuro e um
revolver relativamente grande. Ele sai do elevador e tira os óculos, revelando
olhos verde-esmeralda como o rapaz.
-Devo admitir que estou surpreso. É um feito incrível que
alguém tão jovem seja tão eficiente, mesmo sendo um Viridian. Diz o homem.
-Prefiro não falar com alvos. É falta de profissionalismo. O
rapaz aponta a arma para o homem e saca uma faca militar de um suporte em sua
perna.
-Eu gosto de manter contato com os oponentes. Ajuda a
lembrar de quem matamos. Principalmente quando encontramos um companheiro
Gunner. O homem também aponta a arma para o rapaz e saca uma faca, mas uma mais
sofisticada, como aquelas de colecionadores.
Após se encararem por segundo, ambos correm na direção um do
outro disparando o revolver e esquivando dos disparos do inimigo, e quando
chegam próximos o suficiente começam a se atacar alternando entre facadas e
tiros. A agilidade de ambos era quase a mesma, essa luta não tinha um vencedor
visível, eles desferiam dezenas de ataques que eram esquivados e respondidos
diversas vezes, a diferença era que o rapaz parecia evitar mais do que atacar.
-O que é isso jovem, está sem munição? Diz o homem dando uma
estocada frontal no rapaz com sua faca.
-Na verdade... só estou esperando o cofre abrir... O jovem salta
por cima do homem e uma granada cai de sua cintura.
Assim que ele toca no chão, a porta do cofre se abre, e ele
salta pra dentro dele. Então a explosão ocorre.
-Quanto tempo até ele se regenerar? Diz o rapaz indo em
direção ao fim do cofre, que mais parecia uma sala cheia de armários.
-Difícil saber, mas a não ser que o OS dele tenha a ver com
cura, vai levar algumas horas para se regenerar de uma explosão. Supondo que
ele tenha sido atingido em cheio. Diz a Voz.
O rapaz chega ao final do cofre e pega um cilindro prateado
em um armário que continha vários deles.
-Melhor rota de fuga? Pergunta o rapaz colocando o cilindro
em sua bolsa.
-Pela ventilação do cofre, você vai sir no teto da ala oeste
da empresa, corra reto por 500 metros para encontrar Envi, ela vai chegar lá em
5 minutos.
-Certo. Diz o garoto arrancando uma grade do teto, e se
esgueirando pela tubulação de ar.
-E por que um cofre
tem um sistema de ventilação? Pergunta o rapaz.
-É uma construção antiga, e a carga precisa de ventilação
natural. Tiveram que confiar que ninguém passaria pela guarda para fugir por
ai. Mas a grade de segurança só pode ser aberta por dentro, por isso não usamos
pra entrar. Mas é estranho, de onde uma empresa tão pequena conseguiu uma
amostra disso? Diz a voz.
- Não cabe a nós perguntarmos. Nós somos apenas armas,
cumprimos nossa função e pronto. O rapaz chega ao final e quebra a grade e sai
da tubulação. Como planejado ele esta em uma parte do teto, a três andares do
chão, uma queda que mataria qualquer pessoa. Mas ele simplesmente pula, e cai
do lado de fora da firma, criando uma pequena cratera, segundos depois ele
começa a correr em frente a toda velocidade.
Durante a corrida, tiros começam a ser disparados contra
ele, ele se vira pra ver: O viridian que o enfrentou, com diversas partes do
corpo cobertas por um brilho verde, como o de seus olhos.
Ele estava fora de seu alcance, então correr era a melhor
opção. O rapaz conseguiu desviar de
muitos disparos, mas um deles vinha certeiro em sua cabeça, mas antes que o
atingisse, é interceptado por outro tiro. O rapaz olha a frente e vê uma mulher
ruiva de cabelo cumprido e um rifle com mira telescópica, dentro de um carro.
Ela recarrega sua arma e dispara novamente, esse disparo passa rente a cabeça
do rapaz, o suficiente pra ele ouvir o som da bala cortando o ar em seu ouvido
direito. Esse tiro acerta o viridian atrás do rapaz entre os olhos. Agora ele
estava morto.
O rapaz chega no carro e a garota arranca em direção a uma
estrada.
-1:27, 2 minutos atrasado. Diz a mulher.
-Rastejar por um túnel é bem mais lento do que correr por
corredores. E o tempo planejado era 1:30, então sem problemas. Diz o rapaz
tirando o cilindro prateado de sua bolsa e colocando ele em uma maleta que
estava no banco de traz.
-Essa é a 5º invasão desse mês. Parece que as instituições
ainda não se acostumaram aos viridians.
Diz a mulher.
-A maioria não tem poder financeiro para se preparar pra
isso. Das instituições particulares são poucas além da V-Corp são capazes de
enfrentar um grupo de viridians. Isso é ótimo pros negócios.
-Negócios, dinheiro... Não acha que somos monstros matarmos
pessoas por tão pouco? Principalmente você. Você possivelmente passou a missão
toda com essa expressão fria, e só não matou os funcionários do corredor para não
desperdiçar balas contra alguém que não represente perigo. Mesmo dentre os
mercenários a lenda de Marcus causa medo. Diz a mulher com um leve sorriso.
-Envi, se não quiser trabalhar comigo apenas abandone, ainda
é nova nisso e é muito boa, mas não é difícil achar um sniper que trabalhe
direito. Não gosto de importunos e conversas sem sentido.
-Não, não. Querendo ou não é produtivo trabalhar com você e
Iris. Pretendo ficar aqui por um bom tempo, não largo algo pela metade, isso
faz parte do meu código de honra.
-Ótimo. Mas sobre sermos monstros... Isso não existe. Nós
somos ferramentas, apenas fazemos o que nos mandam, só matamos quem está no
meio de nosso objetivo. Quando o mundo não precisar mais de nossos serviços, e
começarmos a matar por simples prazer, ai podemos ser chamados de monstros, até
lá, prefiro ser chamado de arma. Diz Marcus.
-Quando o mundo não precisar... né? Diz Envi suspirando.
-Vamos voltar ao Japão, Iris deve estar preparando tudo para
entregarmos a mercadoria. Diz Marcus colocando seu banco para traz, e caindo
num sono, sua exaustão se tornou visível do nada, mas ainda segurava sua arma.
-Certo chefe. Diz Envi pisando fundo em direção à outra
cidade.
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