Contar um história é fácil, cria-lá é um desafio. Bem vindos ao nosso mundo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Green Tears

Green Tears
Autor: L
Gênero: Ação, Mistério.
Capitulos: 01/??



Palavras do autor: Green Tears é uma tentativa de fugir da ação medieval que sempre utilizei. Junto com In The Light, ela se passa num ambiante atual/futuro próximo, mas diferente da 1º, ela se baseia em ação para completar um enredo envolvendo tramas e mistérios, em um ambiente muito semelhante a Darker than Black, um de meus animes favoritos e o que me inspirou a criar algo desse gênero. Inicialmente ela pode parecer bem ramdomica, sem um foco grande, mas o enredo passa a se complicar mais a frente, conforme os personagens/mundo vão se revelando.









“O que é uma arma? Um instrumento usado para a defesa própria, de um ideal? Ou para atacar, destruir aquilo que estiver na frente de seus ideias e objetivos? Nada disso, a resposta é bem mais simples. Uma arma é um instrumento para matar. Ela não distingue certo ou errado, defensor ou atacante, homem ou mulher, velho ou criança. Ela apenas mata aquilo que a ordenam, esse é seu objetivo, e sua única função. Eu sei disso, pois eu sou uma arma.”

















Capitulo 1: A arma chamada de Viridian.




2015, uma noite silenciosa em algum lugar da Alemanha. Próximo a uma grande fabrica, meio afastada do resto da cidade, 6 guardas fortemente armados patrulham próximos aos grandes portões frontais sendo assistidos por diversas câmeras de segurança, espalhadas entorno da muralha que cercava o prédio principal. Com certeza muito mais segurança do que uma fabrica de cidade pequena necessita, mas o conteúdo dela também não é nada normal.
No meio da noite, um jovem começa a se aproximar furtivamente da fabrica, tomando todo o cuidado para não ser notado pelos guardas. Aparentava ter 21 anos, cabelo médio e olhos castanhos, usando um sobretudo preto e carregando uma mochila. O campo irregular em forma de trincheiras ajudava a se aproximar sem ser notado. Ao chegar a ultima trincheira, a uns 100 metros do portão principal ele tira uma espécie de comunicador e o prende ao ouvido.
-Iris consegue me ouvir? Diz sussurra ele, enquanto examina o movimento próximo ao portão.
-Áudio e vídeo limpos, tudo como planejado. Diz uma voz feminina em seu ouvido.
-6 guardas e 5 câmeras no portão frontal como esperado.  Preciso de um ponto cego. Diz o cara.
-Dispare o dispositivo a 38 graus a sua esquerda quando eu der o sinal. Atinja o espaço entre as duas câmeras. Diz a voz.
-Certo. Diz o cara colocando a bolsa no chão, tirando dela algo que parecia um lança-granadas e se posicionando para o tiro.
Assim que ele recebe o sinal dispara um projetil que se prende a parede entre as câmeras e começa a piscar uma luz verde, bem fraca. Nenhum guarda ou câmera vê ou ouve o disparo. O cara guarda o lança-granadas e pega uma arma e prende um silenciador nela, e vai para o fim da trincheira, deixando a mochila lá.
-Aguardando o sinal para iniciar a operação. Diz ele.
-Terminando hackemento do sistema de segurança eletrônico. Pode começar quando quiser. Diz a voz.
-Iniciando operação. O rapaz respira fundo e para por alguns segundos, então, seus olhos vão de castanho para um verde brilhante, quase como uma esmeralda. Então ele sai da trincheira correndo em direção ao portão principal.
Ele se movia muito mais rápido que uma pessoa normal, talvez mais até que um velocista olímpico. Antes que qualquer guarda conseguisse nota-lo, ele efetua disparos desumanamente precisos contra eles. Seis guardas, seis tiros, todos na cabeça e tudo isso em menos de 5 segundos.
-Abrindo os portões. Diz a voz.
-Informações das defesas internas. Diz o rapaz trocando o pente de sua arma. Segundos depois os portões principais se abrem e ele corre corredor adentro.
-O alvo está no segundo andar do subsolo. Siga pelo corredor principal até a primeira saída à esquerda, há dois guardas lá, depois suba a escada para a sala de segurança, três guardas na sala, alarmes já desativados...
O rapaz segue as instruções a risca, corre pelo corredor, ao virar para esquerda, dispara 2 tiros certeiros nos guardas, sobe a escada, e encosta na parede ao lado da porta da sala de segurança.
-Para descer para o andar onde se encontra o alvo é necessário a digital e o cartão do chefe de segurança. Ele tem um chip em seu corpo que passa um sinal caso ele morra, isso anula seu cartão e digital.
O rapaz então se posiciona próximo a porta, pega uma granada em seu cinto, abre a porta rapidamente, joga a granada e a fecha novamente. Apenas o barulho de vazamento de gás é ouvido, segundos depois, o de corpos caindo no chão.
-Tudo limpo. 6 minutos até a troca de turno acontecer. Diz a voz.
O rapaz entra rapidamente na sala, pega o cartão do único cara com o uniforme diferente de todo resto, pega um pequeno spray em uma pequena bolsa pra na parte de traz do seu cinto e passa na mão chefe se segurança, até se formar uma massa branca. Ele a guarda e sai da sala.
-Volte ao corredor principal. Dois funcionários desarmados estão vindo em sua direção, o elevador está no fim desse corredor à esquerda.
O rapaz vira o corredor e corre em direção aos funcionários, e, antes que pudessem fazer alguma coisa, são derrubados com golpes de algum tipo de arte marcial.
-Lugar para escondê-los? Pergunta o rapaz.
-Primeira porta a direita, banheiro feminino, ninguém lá atualmente.
O rapaz arrasta os 2 corpos para lá rapidamente, os coloca em cabines diferentes e continua.
No final do corredor encontra uma bifurcação, à direita um grande corredor, à esquerda, uma parede, com um interruptor de luz.
-Abra o interruptor e mecha a alavanca nessa ordem: esquerda, direita, esquerda, direita, direita e pra cima. A porta do elevador vai se abrir.
O rapaz faz como manda a voz, e como previsto a parede se abre, revelando um elevador. As antes de entrar, o rapaz se vira e atira. Havia um guarda saindo de uma sala. Após isso, ele entra no elevador rapidamente e coloca a massa com a digital do chefe de segurança em um dispositivo de leitura.
-Esse movimento foi desnecessário. Diz a voz
-Ele veria o elevador se fechando, não quero ariscar uma possível rota de fuga alternativa. Quanto tempo para alguém acha-lo?
-Por minhas projeções, em 23 minutos, alguém passará pelo corredor e soará o alarme. Mas não tenho nenhuma informação de depois do elevador, o sistema de lá é totalmente individual.
-Você precisa de quanto tempo para abrir o cofre? O rapaz troca o pente de sua arma novamente.
-Cerca de 2 minutos.
-Em 8 eu consigo sair. Tudo dentro do planejado. Agora são 1:15, diz pra Envi estar na rota de fuga as 1:25, sem atraso. Diz o Rapaz vendo o relógio.
-Certo.
Quando o elevador se abre, revela um grande corredor totalmente branco, com 4 guardas do outro lado. Sem nem pensar eles se preparam e começam a disparar contra o rapaz. Os olhos dele começam a brilhar mais forte, e ele começa a correr em direção aos guardas desviando dos tiros com acrobacias impossíveis a um ser humano. Novamente derruba seus alvos com um tiro em cada um, e chega do outro lado do corredor sem um arranhão. A única coisa no lá é uma grande porta de cofre, além dos corpos. O rapaz tira de sua bolsa um dispositivo igual ao usado para desativar as câmeras de segurança do portão principal, e o coloca na porta do cofre.
-Começando hackemento. E cuidado, alguém está usando o elevador. Diz a voz.
O rapaz rapidamente troca seu pente e aponta para o elevador, esperando a porta se abrir.
Assim que ele chega a se abre minimamente, tiros são disparados simultaneamente, tanto de dentro do elevador quanto contra ele. Os tiros colidem e param no meio do caminho. O elevador termina de abrir, revelando um homem de terno e gravata, meia idade, usando óculos escuro e um revolver relativamente grande. Ele sai do elevador e tira os óculos, revelando olhos verde-esmeralda como o rapaz.
-Devo admitir que estou surpreso. É um feito incrível que alguém tão jovem seja tão eficiente, mesmo sendo um Viridian. Diz o homem.
-Prefiro não falar com alvos. É falta de profissionalismo. O rapaz aponta a arma para o homem e saca uma faca militar de um suporte em sua perna.
-Eu gosto de manter contato com os oponentes. Ajuda a lembrar de quem matamos. Principalmente quando encontramos um companheiro Gunner. O homem também aponta a arma para o rapaz e saca uma faca, mas uma mais sofisticada, como aquelas de colecionadores.
Após se encararem por segundo, ambos correm na direção um do outro disparando o revolver e esquivando dos disparos do inimigo, e quando chegam próximos o suficiente começam a se atacar alternando entre facadas e tiros. A agilidade de ambos era quase a mesma, essa luta não tinha um vencedor visível, eles desferiam dezenas de ataques que eram esquivados e respondidos diversas vezes, a diferença era que o rapaz parecia evitar mais do que atacar.
-O que é isso jovem, está sem munição? Diz o homem dando uma estocada frontal no rapaz com sua faca.
-Na verdade... só estou esperando o cofre abrir... O jovem salta por cima do homem e uma granada cai de sua cintura.
Assim que ele toca no chão, a porta do cofre se abre, e ele salta pra dentro dele. Então a explosão ocorre.
-Quanto tempo até ele se regenerar? Diz o rapaz indo em direção ao fim do cofre, que mais parecia uma sala cheia de armários.
-Difícil saber, mas a não ser que o OS dele tenha a ver com cura, vai levar algumas horas para se regenerar de uma explosão. Supondo que ele tenha sido atingido em cheio. Diz a Voz.
O rapaz chega ao final do cofre e pega um cilindro prateado em um armário que continha vários deles.
-Melhor rota de fuga? Pergunta o rapaz colocando o cilindro em sua bolsa.
-Pela ventilação do cofre, você vai sir no teto da ala oeste da empresa, corra reto por 500 metros para encontrar Envi, ela vai chegar lá em 5 minutos.
-Certo. Diz o garoto arrancando uma grade do teto, e se esgueirando pela tubulação de ar.
 -E por que um cofre tem um sistema de ventilação? Pergunta o rapaz.
-É uma construção antiga, e a carga precisa de ventilação natural. Tiveram que confiar que ninguém passaria pela guarda para fugir por ai. Mas a grade de segurança só pode ser aberta por dentro, por isso não usamos pra entrar. Mas é estranho, de onde uma empresa tão pequena conseguiu uma amostra disso? Diz a voz.
- Não cabe a nós perguntarmos. Nós somos apenas armas, cumprimos nossa função e pronto. O rapaz chega ao final e quebra a grade e sai da tubulação. Como planejado ele esta em uma parte do teto, a três andares do chão, uma queda que mataria qualquer pessoa. Mas ele simplesmente pula, e cai do lado de fora da firma, criando uma pequena cratera, segundos depois ele começa a correr em frente a toda velocidade.
Durante a corrida, tiros começam a ser disparados contra ele, ele se vira pra ver: O viridian que o enfrentou, com diversas partes do corpo cobertas por um brilho verde, como o de seus olhos.
Ele estava fora de seu alcance, então correr era a melhor opção.  O rapaz conseguiu desviar de muitos disparos, mas um deles vinha certeiro em sua cabeça, mas antes que o atingisse, é interceptado por outro tiro. O rapaz olha a frente e vê uma mulher ruiva de cabelo cumprido e um rifle com mira telescópica, dentro de um carro. Ela recarrega sua arma e dispara novamente, esse disparo passa rente a cabeça do rapaz, o suficiente pra ele ouvir o som da bala cortando o ar em seu ouvido direito. Esse tiro acerta o viridian atrás do rapaz entre os olhos. Agora ele estava morto.
O rapaz chega no carro e a garota arranca em direção a uma estrada.
-1:27, 2 minutos atrasado. Diz a mulher.
-Rastejar por um túnel é bem mais lento do que correr por corredores. E o tempo planejado era 1:30, então sem problemas. Diz o rapaz tirando o cilindro prateado de sua bolsa e colocando ele em uma maleta que estava no banco de traz.
-Essa é a 5º invasão desse mês. Parece que as instituições ainda não se acostumaram aos viridians.  Diz a mulher.
-A maioria não tem poder financeiro para se preparar pra isso. Das instituições particulares são poucas além da V-Corp são capazes de enfrentar um grupo de viridians. Isso é ótimo pros negócios.
-Negócios, dinheiro... Não acha que somos monstros matarmos pessoas por tão pouco? Principalmente você. Você possivelmente passou a missão toda com essa expressão fria, e só não matou os funcionários do corredor para não desperdiçar balas contra alguém que não represente perigo. Mesmo dentre os mercenários a lenda de Marcus causa medo. Diz a mulher com um leve sorriso.
-Envi, se não quiser trabalhar comigo apenas abandone, ainda é nova nisso e é muito boa, mas não é difícil achar um sniper que trabalhe direito. Não gosto de importunos e conversas sem sentido.
-Não, não. Querendo ou não é produtivo trabalhar com você e Iris. Pretendo ficar aqui por um bom tempo, não largo algo pela metade, isso faz parte do meu código de honra.
-Ótimo. Mas sobre sermos monstros... Isso não existe. Nós somos ferramentas, apenas fazemos o que nos mandam, só matamos quem está no meio de nosso objetivo. Quando o mundo não precisar mais de nossos serviços, e começarmos a matar por simples prazer, ai podemos ser chamados de monstros, até lá, prefiro ser chamado de arma. Diz Marcus.
-Quando o mundo não precisar... né? Diz Envi suspirando.
-Vamos voltar ao Japão, Iris deve estar preparando tudo para entregarmos a mercadoria. Diz Marcus colocando seu banco para traz, e caindo num sono, sua exaustão se tornou visível do nada, mas ainda segurava sua arma.
-Certo chefe. Diz Envi pisando fundo em direção à outra cidade.

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