Contar um história é fácil, cria-lá é um desafio. Bem vindos ao nosso mundo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

In The Light



5º evento: first Contact




Evan acorda com batidas violentas na porta, e segundos depois um grito denuncia o autor do escanda-lo.
-Evan, abra essa porta!!!
Ink, e muito irritada pelo tom de voz.
Evan se levanta ainda meio desnorteado e abre a porta, apenas pra por fim aquela barulheira.
-Não é muito educado fazer esse escândalo na frente da casa de alguém... Diz Evan bocejando.
-Também não é muito educado me deixar esperando o bar, e simplesmente desaparecer. Eu liguei mais de 20 vezes pro seu celular e só consegui falar com uma garota estranha. Diz Ink indo casa adentro.
-Garota estranha?.. Amanda?! Evan se lembra do ocorrido do dia anterior e vê que a garota esta sentada em um canto do quarto, abraçada a um travesseiro branco e olhando fixamente pra ele.
De repente todas as imagens do hospital começam a brotar em sua cabeça. Ele cai de joelhos e vomita.
-Ei, você esta legal? Ink tenta socorre-lo.
-Sim. Mas não sei se posso confiar em minha própria cabeça. Diz Evan se levantando sozinho.
-Como assim? Pergunta Ink.
-Amanda pode explicar se Evan quiser. Diz Amanda imóvel em seu canto.
-Primero me diga quem é ela. Você não parece do tipo que gosta de garotas jovens...
-Deixe eu me recompor. Acredite, eu tive a noite mais conturbada da minha vida, ainda não estou pensando direito... Tanto que tem 2 semidesconhecidas em minha casa... Diz Evan indo para o banheiro.
-Então é bom se recuperar rápido. Tenho algumas coisas para mostrar. Mas primeiro quero ouvir o que você fez ontem a noite e de onde surgiu essa garota. Ela me do medo... Diz Ink quando nota que Amanda a encarava com seu rosto inexpressivo.
-Fique tranquila, Amanda não representa perigo... Diz a garota, ainda com o olhar fixado em Ink.
-Confusões a parte, alguém pode me explicar o que ocorreu? Você não apareceu no bar, não atendeu o celular, e agora esta com essa cara de quem foi abduzido e com uma garota sinistra em sua casa. O que ocorreu ontem a noite?
-É uma longa historia, sente-se. Diz Evan voltando a seu quarto com um rodo e um balde, ele parecia realmente abatido, o que faz Ink imaginar que tipo de coisa foi capaz de deixa-lo assim. Ela se senta na cadeira em frente ao computador.
Evan começa a limpar a sujeira que fez no chão e começa a contar a Ink tudo, desde a ideia de investigar os lugares restantes, a entrevista com os guardas, e o hospital abandonado.
-Meu Deus... Eu nem sei o que dizer... Diz Ink após ouvir a história toda.
-Alguém deve ter visto isso antes de mim e chamado a policia. Mas aquilo não me parecia à obra de uma pessoa normal. Diz Evan se sentando em sua cama.
-Como assim? Pergunta Ink.
-Com certeza aquilo eram sangue e órgãos de pessoas, mas fora por algumas partes reconhecíveis, tudo parecia uma espécie de carne processada, uma massa sem forma. E não havia nenhum sinal de ossos. Mesmo que explodissem a pessoa por dentro, a maior parte do organismo pode ser reconhecida, mas lá a única coisa que me fazia acreditar que aquilo eram restos humanos era minha intuição. Seja o que for que fez aquilo, seus métodos não são nada ortodoxos, e seus motivos vão além de minha imaginação...
-Você vai querer continuar a investigar? Pergunta Ink.
-Não sei. Seguindo meu raciocínio estávamos atrás de um sequestrador até agora, mas agora parece que o desaparecimento é apenas o começo. E a ideia de perseguir alguém que é capaz de fazer aquele tipo de coisa não me parece segura.
-E como você sabe que isso tem a ver com os WFA? Tem algo concreto?
-O fato de Amanda retornar daquela sala é o suficiente pra mim, levando em conta a teoria de que retornados reaparecem onde sumiram. Além de ter um desenho idêntico ao que a mulher esfaqueava na floresta, mas em maior escala e desenhado com sangue. As duvidas são: O que Amanda fazia lá quando despareceu, e quem fez aquele desenho...
-Por que saber quem fez aquele desenho?
-Nós sabemos que retornados podem ser incrivelmente perigosos. E com as lesões cerebrais imprevisíveis, não é impossível que tenha sido um deles que tenha feito aquilo, mas os meios ainda permanecem um mistério.
-Realmente, mas então você acha certo ficar com essa garota aqui? Pergunta Ink.
-Bem, ela voltou ao lugar de onde ela sumiu e viu o tal desenho, e não surtou. Ao invés disso me tirou do local em segurança e me trouxe pra casa, ela me parece bem confiável por enquanto apesar de que seu jeito de falar me causa desconforto.
-Amanda não vai enlouquecer como os outros. Amanda só quer encontrar Amanda. Diz a garota.
-Os outros? Você conhece mais gente como você? Pergunta Evan.
-Sim, durante o tempo que andei sozinha pela cidade encontrei outros que são como Amanda. A maioria deles se tornaram violentos e loucos mas Amanda não é igual a eles.
-E você sabe por que você é diferente? Pergunta Ink.
-Não. Amanda não se lembra de nada de antes da luz. Por isso Amanda tem que encontrar Amanda.
-Ei, isso faz algum sentido pra você? Sussurra Ink pra Evan.
-Por enquanto não. Mas tendo em vista o ultimo retornado que encontramos esse problema dela não é nada. Responde ele.
-Certo, se você confia nela... Mas veja isso, antes de continuarmos é melhor te mostrar isso. Diz Ink ligando o computador.
-E você já esta usando meu computador?
-Quem se importa, só vou mostrar um vídeo. Diz Ink colocando um pendrive no computador.
-É algo relacionado ao caso?
-Sim, veja isso. Ink executa o vídeo.
O vídeo começa mostrando a floresta no meio da noite, a única iluminação provinha da câmera que gravava a cena. Segundos depois de pura escuridão e silencio pequenos pontos luminosos começam a surgir na floresta, pequenas esferas luminosas que voavam de um lado pro outro como fadas dançando.
Seu numero se mantem aumentando por quase 30 segundos, e depois ficam apenas dançando pela floresta escura. Em determinado momento começam a aparecer falhas no vídeo, como alguma interferência e segundos depois a luz das fadas começam a se intensificar lentamente até se tornarem um único grande clarão que ofusca câmera. Quando a luz some, a câmera estava no chão, a nada mais podia ser visto além de escuridão da floresta. Segundos depois o vídeo acaba.
-Um WFA? Pergunta Evan.
-Sim, a câmera foi encontrada sozinha na floresta por um conhecido meu que me trouxe. Devia ter te mostrado isso ontem a noite, mas... Diz Ink.
-Elas realmente parecem a Navi... Resmunga Evan.
-Você não tem cara de quem jogava Zelda... Diz Ink sorrindo.
-De qualquer forma, acho que devemos ir a floresta de novo. Deve ter algum rastro desse acontecimento lá.
-Então você vai continuar?
-Atualmente, minha curiosidade esta maior que meu senso de perigo... E de qualquer jeito, as vitimas parecem aleatórias, investigando ou não, a chance de desaparecer de repente vai existir.
-Então é melhor resolver o caso antes de ser abduzido. Diz Ink.
-Para a floresta então. Diz Evan se levantando, mas assim que da um passo ouve alguém batendo na porta.
Ele caminha normalmente até a porta e olha pelo olho magico: 2 policiais. Evan abre a porta imaginando o que poderia ser.
-Você é Evan Smith? Pergunta um dos policiais.
-Sim sou eu. Posso ajudar em alguma coisa?
-Fomos informados que uma mulher que se autodenomina Ink estaria aqui, isso confere?
-Ahhh... Sim. Responde Evan, agora imaginando o que Ink teria feito antes de chegar em sua casa.
-Tenho ordem para levar os 2 sob custodia. Diz o policial.
-Mas qual o motivo?
-Parece que vocês tem envolvimento com um caso investigado por um agente do governo. Ele requer a presença de ambos na delegacia, podem ir de boa vontade ou precisarei de um mandato?
-Não será necessário. Aguardem um minuto.
Evan entra novamente no quarto, com uma expressão nada amistosa.
-Amanda, fique aqui. Se tiver fome ou sede sentasse livre para pegar qualquer coisa na cozinha. Mas não saia de casa. E Ink, você vem comigo pra delegacia.
-O que?! Mas por quê?! Pergunta Ink pasma.
-Pergunte isso aos policiais que vieram na minha casa atrás da gente. Diz Evan vestindo um casaco e saindo, sendo seguido por Ink.
-Do que se trata isso? Pergunta Ink enquanto ela e Evan entram na viatura.
-Parece que alguém do governo quer falar com vocês. Mandaram-nos apenas busca-los. Lá eles darão maiores detalhes. Diz um dos policiais.
-Que chatice justo agora... Murmura Ink.
-Se for só isso tudo bem. Jurava que você tinha cometido algum crime e fugido pra minha casa. Diz Evan, que parecia bem relaxado agora.
-Que imagem você tem de mim?! Suspira Ink.
O carro vai em silencio pelo resto do trajeto, até chegarem a delegacia, onde um sujeito de terno e óculos escuros os esperavam.
-São eles? Pergunta o cara de terno ao 1º policial que sai do carro.
-Sim, Evan Smith e a mulher que atende pela alcunha de Ink. Tem mais algum assunto para tratar conosco? Diz o policial de maneira bem grosseira. Era eminente que o homem de terno não era bem-vindo na delegacia.
-Se a sala que requisitei está pronta, não. Jovens, me acompanhem, por favor. Diz o homem de terno entrando na delegacia.
Evan e Ink hesitam por alguns segundos, olham um para o outro e entram, imaginando do que se trata aquilo. Era obvio que ele não era um policial ou algo do genero.
Eles caminham pela delegacia que parece totalmente normal, se não contar os olhares que miravam o cara de terno.
Eles caminham até uma sala bem afastadas das outras, e pela poeira nas portas e janelas, não era usadas a muito tempo.
-Entrem por favor, e desculpem as instalações arcaicas. Diz o homem de terno abrindo a porta.
Na sala, nada além de uma mesa, 3 cadeiras, um pequeno arquivo e um notebook.
-Sentem-se, o que quero falar com vocês pode levar algum tempo.
-Seria sobre os desaparecimentos que tem ocorrido pela cidade? Pergunta Evan com desconfiança estampado no rosto. Algo na expressão tranquila daquele homem não o agradava.
-Por que acha isso? Pergunta o homem.
-É a único assunto que me vem a cabeça que condiz a mim e a Ink ao mesmo tempo.
-Então não preciso perguntar se vocês realmente estão investigando o caso. Em todo caso sentem-se, parece que vamos ter o que conversar.
Evan e Ink se sentam e ficam encarando o homem a sua frente, imaginando o que alguém de fora poderia ter a ver com esse incidente.
-Meu nome é Tom Willow, da secretaria de assuntos especiais. Vim para essa cidade para ver que parte das historias de Wild Fairy Appears é real e o que é ficção.
-Duvido que um investigador consiga alguma coisa... Murmura Ink.
-Bem senhorita Ink, herdeira de uma loja de roupas de renome na cidade, que estudou a vida toda na Inglaterra, onde aprendeu sobre ocultismo e se tornou um ícone dentre essa comunidade, que voltou para cidade a 2 anos devido a morte da mãe, e cujo nome real é...
-Tudo bem eu entendi, pare por ai. Interrompe Ink.
-Parece que apresentações não são necessárias. Então, o que você quer de nós? Pergunta Evan, que apesar de não demostrar, ficou impressionado com a quantidade de informação que Tom juntou sobre Ink, ele realmente não era uma pessoa normal.
-Primeiro quero ouvir o que vocês acham sobre o caso.
-E por que ajudaríamos você? Pergunta Evan.
-Bem, você deve saber que invadir propriedade sobre interdição policial é um crime certo?
-Eis um bom argumento... Diz Evan frustrado.
-Se me ajudarem, uma certa invasão pode ser simplesmente esquecida. O que me diz?
-Certo, mas antes me deixe perguntar uma coisa. O que você pretende ao investigar esse caso?
-Apenas saber o que esta causando os desaparecimentos e para-lo. Acho que todos os cidadãos estão em perigo não acha?
-Mas você não esta agindo com a policia, e existem muitos outros órgãos do governo que se encaixariam melhor nesse tipo de objetivo.
-Sua observação realmente é incrível. Está certo em suas duas afirmações, mas aconselho você não procurar o que não precisa achar.
-Mas já que você quer nossas informações, que tal começar falando a verdade? Diz Ink.
-Certo. Já que vocês estão investigando esse caso não soará tão estranho mas, meu objetivo é saber se isso é obra humana.
-Mais um que acredita em paranormalidade... Diz Evan.
-Senhor Evan, tendo em vista os fatos e as ausência de evidencias fica difícil classificar os acontecimentos como obra de um humano, creio que deve concordar com isso.
-Eu sempre digo isso a ele, mas ele jura que o oculto não existe. Diz Ink.
-Bem, então vamos ouvir o que ele pensa sobre o caso. Diz Tom.
-Na minha opinião, se eu encontrar 2 coisas, posso classificar os desaparecimentos como obra humana. 1º: alguma tecnologia desconhecida, que gere os flashs no qual eles rapidamente raptam as pessoas e desaparecem. Esse método é desconhecido, mas não acho que seja impossível se o grupo tiver algum equipamento. 2º: um motivo. Aparentemente as pessoas desaparecidas não possuem uma ligação relevante uma com a outra, essa aleatoriedade torna difícil dizer o porquê dos desaparecimentos.
-Falou como um incrédulo modelo... Murmura Ink.
-E tens alguma evidencia real que faça com que você ache que isso não seja obra sobrenatural? Pergunta Tom.
-A ausência de provas de casos paranormais na historia é um bom argumento. Nunca foi provado que tais coisas existem, por haveria agora?
-Mas você tem que concordar que os acontecimentos atuais desafiam a física. Diz Ink.
-Do mesmo jeito que os ninjas do japão feudal as desafiavam também. Voando do nada, andando sobre a agua, aparecendo e desaparecendo nas sombras. Eles pareciam seres mágicos para o povo da época, mas eram apenas pessoas bem treinadas com a aparelhagem e a preparação correta. Nada impede que isso não passe de truques desconhecidos.
-É um ponto de vista valido, apesar de ainda não ter nada que o comprove. E você, senhorita Ink?
-Eu acredito que seja o trabalho de uma entidade invocada.
-Interessante. O que te faz pensar isso.
-Segundo uma testemunha, um garoto começou a mexer com ocultismo, na mesma data que os WFA começaram a acontecer. Segundo a descrição dos livros que ele carregava deduzo que seja algo relacionado a invocação, mas pela ausência de experiência do garoto algo deu errado. E a pouco tempo atrás, esse garoto também foi vitima de um WFA, que aconteceu enquanto ele fazia um circulo de reversão, em uma praça. Basicamente, acho que o garoto invocou algo que ele não conseguiu controlar, viu o que ele causou, e tentou desfazer, mas a entidade o impediu.
-Parece mais viável que a teoria de Evan. Diz Tom.
-Assim como para os gregos era mais viável acreditar que a chuva era uma benção de um deus invés de uma parte do ciclo da agua. Diz Evan.
-Bem mas parece que nenhum de vocês conseguiu um avanço concreto sobre o caso. O que me deixa livre para pedir: Por favor, parem de investigar. Diz Tom se levantado.
-O que?! Dizem simultaneamente Evan e Ink.
-O que vocês ouviram. Quero que parem de investigar esses desaparecimentos, devem saber que é contra a lei cidadões normais tentarem fazer justiça.
-Não se confunda, ninguém aqui quer fazer justiça. Só queremos saber o que esta causando isso. Quando a hora chegar, entregaremos na mão da policia e não interferiremos. Nenhuma lei impede civis de fazer investigações, desde que não atrapalhem a policia.
-Algo que você já fez senhor Evan.
-Não se preocupe não acontecerá denovo. E tomei a liberdade de gravar essa conversa. Um civil que invade zona restrita com certeza não é tão interessante quando um funcionário do governo que oferece sonegação de crimes como moeda de troca. Vamos Ink. Diz Evan se levantando e indo em direção a porta.
-Mas me deixe dizer uma coisa... Tom tira os óculos e revela um olhar apavorante, como o de um frio assassino antes da execução.
-Vocês não sabem com o que estão lhe dando...
Evan pega Ink pela mão e ambos saem da delegacia rapidamente. Aquele cara não é o tipo de pessoa que se possa ter como inimigo.
Eles caminham juntos até a estação de metro, mas as palavras de Tom não saiam da cabeça de Evan. Depois ontem, no metro e no hospital, não importa quão humano seja o autor desses casos, não da pra imaginar o que ele ou eles são ou o que querem, por mais “normais” que fossem realmente não dava pra imaginar quem ou o que eram.
-Ei, será que ele sabe que nós não passamos quase nenhuma informação pra ele? Pergunta Ink, por seu rosto, era visível que também estava preocupada.
-O que? Evan estava totalmente perdido em seus pensamentos.
-Nós temos muito mais informação do que passamos, será que ele sabe disso?
-Provavelmente, ele sabe até seu nome real, deve estar nos observando há um tempo. Mas não importa quem ele seja ou pra quem trabalhe, ele não vai me atrapalhar nisso.
-O que faremos hoje?
-Acho que nada. Melhor deixar a poeira baixar, vou analisar aquele vídeo e tentar tirar algo de Amanda. Você vê se acha alguma informação relevante com suas fontes.
-Certo, mas você vai mesmo ficar com aquela garota?
-Ela é a melhor pista que temos, além do que, ela não tem memoria, e por algum motivo acho que ela não é dessa cidade. Não tenho escolha a não ser cuidar dela por enquanto.
-Não sei, depois daquela caverna eu não seria capaz de dormir com um retornado solto em minha casa.
-Bem, Amanda não surtou vendo o lugar de onde ela saiu e nem aquela imagem. Pelo contrario, foi eu que surtei e ela me tirou de lá, por enquanto acho que é segura mantê-la comigo.
-Bem, boa sorte. Esse é meu metro, até amanhã. Diz Ink entrando num vagão e sumindo na multidão.
-Até a manhã... Evan resolve dar uma volta pela estação antes de ir embora.
Tudo parecia normal, pessoas indo e vindo, diversos metros partindo e chegando, mas Evan sentia que havia algo estranho, o ar parecia mais espeço, difícil de respirar, e quanto mais ele se aproximava da saída, mais essa sensação estranha aumentava. Então, enquanto ele caminha perdido em seus pensamentos, um apagão ocorre e seguido dele um grande flash, que varou a escuridão de fora d estação. Mas a visão de milésimos de segundo entre o apagão e o flash deixou Evan paralisado: Dentro da escuridão que envolvia a saída do museu ele viu inúmeros pontos luminosos voando como os que o vídeo de Ink mostrava e no meio deles a silhueta luminosa de uma pessoa, sem rosto ou características físicas apenas uma sombra feita de luz, como a criatura retratada na caverna e no hospital. Aquele ser estava parado na entrada da estação, cercado pelas tais fadas, logo depois, toda essa luminosidade se tornou um flash e sumiu. Com certeza alguém havia desaparecido, com certeza Evan havia visto aquilo, mesmo que por uma fração de segundo, ele esteve lá, e a terror que tal visão causou em Evan quase superou o que foi sentido no hospital. A única que ele conseguiu fazer foi correr dali o mais rápido que pode, era obvio que aquele lugar não era seguro, enquanto corria ele nota que aquela era a estação na qual ele entrevistou os guardas, na qual havia desaparecido mais gente, por mais que correr sem rumo não ajudasse em nada contra um inimigo que parece assombrar toda a cidade, ele sentia que não podia ficar de modo algum naquele metro, alguma coisa muito ruim aconteceria lá.
Após algum tempo correndo sem rumo, Evan se encontra no centro da cidade, onde desmaia. A ultima coisa que vê antes de apagar é o mendigo de sempre, com a placa ao seu lado que dizia: “O que os olhos veem o coração não esquece tão facilmente.”

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