Contar um história é fácil, cria-lá é um desafio. Bem vindos ao nosso mundo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sehai Sensou - RPG


Sehai Sensou

A Sehai Sensou (Guerra do Calice Sagrado) se baseia numa campanha de PVP, na qual 7 jogadores invocam sete servos e combatem entre si para que apenas um sobreviva e vença. O combate ocorre na cidade de Fuyuki, e é regido pelas regras dadas pela igreja que funciona como mediadora para que a guerra não se torne uma chacina descriminada.


O Mago

O personagem do jogador é o mago que invoca um servo, chamado durante a guerra de mestre. Ele não precisar ser necessariamente um mago de carreira, algumas pessoas normais ou até mesmo anti-magos (Uma espécie de mercenário que caça magos, não possuem habilidades magicas, mas conhecem esse mundo) são escolhidos como mestres. Como critérios de criação nós temos:
Nome: Nome do personagem não tem função in-game.
Escola de Magia: estilo de magia que seu personagem usa, deve-se escolher sabiamente, pois todas as magias que seu personagem utilizará serão baseadas nela. (exemplos de escolas: Piromancia, Cryomancia, Cronomancia, Alquimia, Sacerdócio) O Personagem pode criar 3 magias que se encaixem em sua escola e poderá apenas usar elas durante o jogo salva por magias aprendidas por tomos e grimórios durante o jogo.
 Atibutos: O mestre em atributos se encaixa em um mago de sistema d20 de nível 2, com 4 + 1 d4 + seu bônus em vitalidade de HP,  CA 10 + Des e 5 pontos para distribuir nos atributos: Força, Destreza, Vitalidade, Sabedoria, Inteligência, e Carisma.
Força: Adiciona bônus em ataques físicos.
Destreza: Adiciona bônus em ataques a distancia e melhora sua CA.
Vitalidade: Melhora sua resistência e HP.
Sabedoria: Melhora sua percepção e instinto.
Inteligencia: Adiciona bônus em ataques mágicos e melhora seu MP.
Carisma: Adiciona bônus em testes de lábia, diplomacia e manipulação.
Uma boa distribuição é necessária, pois seu mago pode muito bem se utilizar de armas de fogo ou físicas pra se valerem mesmo sem magia e utilizar Sabedoria e carisma para ter vantagens muito melhores do que um dano mais forte.


O Servo

Depois de criar seu personagem, é hora de escolher seu servo, sua principal arma e único aliado real nessa guerra. Servos são espíritos de pessoas que marcaram sua época de forma histórica se tornando heróis (Ou vilões) cujos contos ecoam até hoje.
Eles são muito mais poderosos que seus mestres, porem precisam se sua mana para se mantar materializados nesse mundo e participar da guerra (Todo servo também quer conquistar o cálice para ter um desejo atendido) e devem obedece-los enquanto eles tiverem Reijus, marcas que selam o contrato entre mestre e servo.
Criar um servo é mais complicado que criar um mestre pelos seguintes critérios:
-Eles devem ser combatentes lendários, que marcaram sua época com seus feitos (Bons ou ruins) e são lembrados através da história ou através de lendas. É permitido alterar a história de um herói (Na Fate, o rei Arthur é uma mulher), adicionar alguma coisa que não existe no conto, mas sem tirar o nexo do mito.
-O Hogo deve ser um ponto marcante do héroi, uma parte de sua lenda (Como a Excalibur de Arthur ou os 12 trabalhos de Hércules) e ele está sujeito a aprovação do mestre para evitar desequilíbrios na guerra. (Lembrando-se da classificação do Hogo Ativo e do Passivo).
-Ele precisa ter um objetivo pra conquistar o cálice. Com base nesse objetivo e na lenda (Alterada ou não), o mestre irá traçar seu perfil psicológico do servo para poder interpretá-lo.
Essas regras então aplicadas a todos os servos, mas como eles estão separados em 7 classes distintas, cada uma dela possuem restrições a habilidades únicas, além das limitação em encaixar uma lenda em determinada classe (Não se pode invocar Robin Wood na classe Lancer por exemplo)

Saber: Servo de combate físico. Considerado o mais forte e balanceado dos 7, a classe Saber oferece um bom ataque e defesa, podendo ser utilizada em quase qualquer situação. Sua limitação se aplica a guerreiros que lutavam fisicamente (Não importando a arma).
HP: d10
MP: d6
Armas básicas: Espada longa (d8, F), Espada Bastarda (d10, F), Espada Larga (d12, F), Sabre (d6, F+D).
Bonus: +1 For, +1 Vit.
Habilidades: Absorver Dano 1, Armadura 2, Montaria B, Regeneração 2.

Lancer: Servo ágil, de combate à média distancia. Não é tão resistente quando um Saber, mas é mais ágil, perceptível e adaptável e pode tanto ser com combatente frontal quanto um atacante furtivo. Se limita a combatentes que usavam armas de haste (Lanças, Javelins, Naginatas, Alabardas, etc)
HP: d8
MP: d6
Armas básicas: Lança (d8, F) Javelin (d6, D), Alabarda (d8, F)
Bonus: +1 Des, +1 Sab.
Habilidades: Armadura 1, Persepção Aguçada, Furtividade, Montaria C.

Archer: Servo especializado em combate a distancia, e também o mais independente. Seus atributos não o tornam um servo muito forte se comparado aos outros 2 cavaleiros (As classes Saber, Lancer e Archer são originalmente chamadas de Knight Saber, Knight Lancer e Knight Archer), porem ele é capaz de agir de muito distante de seu mestre ou até mesmo sem ele devido sua habilidade “Individualismo” e sua grande quantidade de mana, o que proporciona um grande leque de possíveis táticas. É limitada a combatentes que disparavam projeteis.
HP: d6
MP: d10
Armas básicas: Arco longo (d8, D), Adaga (d4, D) Espada curta (d6, F), Besta (d6, D)
Bonus: +1 Des, +1 Int
Habilidades: Olhos de Aguia, Individualismo, Destruction Shot.

Rider: Servo especializado em combater montado. Uma classe que varia muito entre seus heróis por sua limitação ser incrivelmente vaga, o que faz com existam Riders ageis e furtivos (Como A Medusa de Fate/Stay Night) ou verdadeiros heróis nas linhas de frente (Como Iskandar de Fate/Zero) a única coisa que precisam ter em comum é que só são capazes de utilizar sua verdadeira força quando estão montados ou pilotando alguma coisa. (As veses a montaria de um Rider é seu Hogo e ele não anda por ai com ele aparente, novamente, e o caso da Medusa)
HP: d6 + 1
MP: d8
Bônus: +1 Des, +1 Car
Armas básicas: Espada Longa (d8, F) Espada Curta (d6, F) Chicote (d6, D)
Habilidades: Montaria A, Armadura 1, Extreme Speed.

Assassin: Servo especializado em matar antes de ser visto e desaparecer. Ele não possui quase nenhuma habilidade de combate mas é especialista em espionar e atacar no momento mais oportuno (Geralmente o mestre). É um servo difícil de se utilizar por ser fraco em combate o que exige que seu mestre se esconda (ou lute) muito bem mas consegue atacar a fraquesa de quase toda dupla dessa guerra, o mestre. É limitado a pessoas que se utilizavam do assassinato ao invez de luta frente-a-frente.
HP: d6
MP: d6
Armas Basicas: Adaga (d4, D), Espada Curta (d6, F), Sabre (d6, F+D)
Bônus: +1 Des, +2 Sab
Habilidades: Furtividade, No-Trace, Ataque Furtivo.

Caster: Servo especializado em magia. Pode parecer meio estranho uma mago invocando outro, mas o caster pode ser um dos mais perigosos servo durante a guerra. Como todo servo ele é um espirito heroico, o que remete aos mais poderosos magos da historia, um mestre humano não chega a ter o conhecimento de um quinto do que um caster tem, e é esse conhecimento que o faz páreo para os outros, mesmo sendo fraco fisicamente. Ele pode ter uma lista de 8 magias (Sem contar seu Hogo) e todos sabem invocar familiares para lutar a seu lado. Limita-se a usuários de magia ou algo similar.
HP: d4
MP: d12
Armas basicas: Grimório/Cajado (d4 I)
Bônus: +2 Int, +2 Sab.
Habilidades: Watch’s Eye, Minion Summon, Teleport.

Berserker: Um servo enfurecido que conhece apenas o caminho da destruição. Pode ter sido um Martyr em vida, mas qualquer herói que seja invocado como Berserker perde totalmente sua razão em troca de um poder devastador. É difícil controlar esse tipo de servo por ele não ser capaz de fazer nada além de atacar tudo a sua frente (Ordens dadas com Reijus ainda são cumpridas normalmente) mas é um desafio tentar derruba-lo.
HP: d12
MP: d4
Armas básicas: Machado (d12, F), Espada Larga (d12, F), Espada Bastarda ( d10, F), Clava (d8, F)
Bônus: +2 For, +2 Res.
Habilidades: Armadura 3, Absorver dano 2, Mad Enchantment.

Todos os servos são tratados como personagens nível 3, e tem CA inicial de 13 mais os bônus aplicáveis. Cada servo pode ter uma habilidade a mais que tenha nexo com sua história (O Archer Emya possui a habilidade ambidestria, mesmo sendo um Archer) menos o Berserker (Esse só tem o Hogo e as listadas).
Todo servo tem ligação espectral com seu mestre e pode ouvir sua voz e receber sua mana a uma distancia de até 50 metros (Salvo pela classe Archer), após isso a ligação fica inativa.
As armas básicas remetem as armas geralmente utilizadas pela classe, porem se seu servo não precisa usar uma delas, desde que ele tenha um motivo pra usar algo diferente ou que seu Hogo seja uma arma sagrada.
Todos os servos ficam 2 dias na guerra depois de perder seu mestre antes de desaparecer (Novamente, salvo pela classe Archer)
O fato dos 3 reijus serem usados não anula o contrato com seu servo, mas permita que o servo o faça, caso queira (Ou continue te servindo)
No caso de uma hogo passivo (Uma arma sagrada por exemplo) pode ter uma habilidade especial, além de ser uma arma melhor.
O MP de um servo é recuperado drenando o de seu mestre, enquanto ele estiver em forma espectral. E sempre que o servo passar de espiritual para material é usado 2 MP do mestre e 2 do servo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

The Silver Moon

Autor: L
Gênero: Ação, Mistério.
Capitulos: 01/??







The Silver Moon

















“Coloque o amor no coração de um homem, e ele será a criatura mais feliz da face da terra. Viverá sem arrependimentos, abandonará seu passado e viverá apenas por ele. Arranque isso dele e terá o ser mais vil, coloque então uma espada em sua mão, e terás a mais sangrenta vingança”















 

Capitulo 1: O executor de estacas.







819, Europa.O que chamavam de a “A Idade Negra”, onde Deus abandonou os homem a seus próprios atos.
A Igreja tentava regir o mundo perdido, a para tentar manter o mínimo de ordem no meio desse caos. Pragas. bruxas, vampiros, lobisomens e diversas outras aberrações vagavam pela noite contaminando e destruindo as civilizações que estavam a beirada ruína, a inquisição era uma luz no fim do túnel, mas após algum tempo, rumores de falsas acusações e mortes sem sentido mesmo o relacionamento povo – igreja parecia tenso. É nesse mundo em que se passa essa historia.
Na cidade de Bran, uma cidade de médio porte no norte da Europa, distante de quase tudo, um homem anda sozinho pela noite chuvosa, coberto por uma capa azul escuro,e um grande chapéu em mesmo tom, apenas seus longos cabelos negros podiam ser vistos. Após alguns minutos andando, ele chega a um beco sem saída, onde dois caras mal encarados  o impedem de avançar.
-O que quer aqui rapaz? Diz um deles.
-Procuro uma informação, e seus amigos sanguessugas devem tela. Responde o rapaz.
-Ei, ele sabe sobre o submundo. O que faremos? Pergunta um deles.
-O de sempre... Diz o outro puxando uma adaga da bota.
O rapaz então salta para traz e saca um espada de seu cinto, porem diferente da lamina cinza opaca do aço comum, a dele reluzia brilhante, uma espada de prata.
-Um Inquisitor! Parece que ganharemos um bom bônus por esse. Ambos os caras correm na direção dele e começam a ataca-lo com facas simultaneamente, porem o rapaz se desvia facilmente, apenas evita um ou outro golpe com sua espada, mas vai só se afastando.
-Que foi rapaz, essa espada é só um enfeite? Diz um dos caras dando uma pausa ao ataque.
-Parece que não há necessidade de mancha-la com o sangue de vocês. O rapaz guarda a espada novamente.
-Maldito esta nos testando?! Ambos correm enfurecidos na direção do rapaz, que simplesmente salta por cima deles.
Antes que os caras pudessem se virar, estacas de madeira atravessam seu crânio.
-Podiam simplesmente de deixarem passar... Diz o rapaz indo em direção ao beco novamente.
O rapaz caminha até o fim do beco onde acha uma parede com uma espécie de desenho estranho, parecia arte surreal. Ele pressiona sua mão contra o desenho, e uma parte da parede se abre, revelando uma escadaria que leva para o subterrâneo. Ele não hesita nem por um momento e começa a descer. Após alguns minutos descendo aquela escadaria pouco iluminada, ele chega a uma grande porta decorada, como aquelas de salões de dança em castelos.
Ele fica alguns segundos prado em frente a tal porta, antes de abri-la violentamente.
Quando ele entrea na sala, a orquestra que tocava para. E um grande numero de pessoas, todas vestidas como nobres, param de dançar e se viram para ele.
-Perdões pela intromissão, mas vocês não ligariam de que um simples humano se junte a vocês? Pergunta o rapaz se curvando.
-Quanta humildade... Acho que você é alguém muito acima de um simples humano. O que faz com que Willian Gepheto, o executor de estacas, nos de a honra de sua presença, depois de anos desaparecido? Um homem galante sai do meio das pessoas no salão, parecia ser o líder dali.
-Sempre gentil Conde Cleurense, como anda sua bela esposa? Willian caminha até a mesa e pega uma taça de vinho e começa a caminha pelo salão, bebendo lentamente.
-Foi queimada na fogueira semana passada por seus amigos. Mas lutou bravamente até o final. E a sua? Se não me engano chamasse Mariane, a famosa Mestre de Marionetes, como ela está? O homem começa a andar em direção a Willian.
-Está morta. Faz uns 3 dias desde que eu a achei no chão sem sangue. Estava pensando se alguém aqui pode me dizer quem fez isso com ela. Willian para na frente do Conde, encarando-o. O clima era pesado, e diversos murmúrios passam a ser ouvidos.
-Então, nosso grande amigo esta a procura de vingança? O Conde se desmancha em gargalhadas.
-Bem pode se dizer que sim. Responde o rapaz.
-Você, Willian Gepheto, o maior matador de vampiros da historia, vem a nós procurando o vampiro que matou sua bruxa, querendo vingança?! Sabe quantos de nós tivemos alguém próximo de nós que foi morto por você?! O Conde passa a gritar em fúria.
-Pelo meu histórico, acho que a maioria de vocês...
-Então não se queixaria se nós resolvêssemos tomar a iniciativa nessa coisa de vingança? Diz o Conde sacando sua espada.
-Sintam se livres, contanto que alguém consiga sobreviver para me contar o que eu quero saber. Diz Willian jogando a taça pro lado, e assim que ela toca o chão todos os integrantes da festa revelam presas e saltam na direção de Willian, que joga sua capa pra cima, e dela caem pequenas esferas prateadas que ao tocarem o chão explodem em uma luz branca, que frita grande parte dos vampiros da sala.
-Maldito, o que é isso?! O conde se contorcia no chão, metade de seu corpo queimava, coo se algum tipo de acido tivesse sido despejado em cima dele.
-Um presente da “minha bruxa”, ela chamava de Silver Moon. Mas é incrível que tenha sobrevivido a essa distancia, o conde é realmente um dos vampiros mais fortes de toda província de Bran. Diz Willian sacando sua espada.
-Você sabe que essa é uma cidade dominada pelos seres da noite. Mesmo sua igreja só existe por que nós permitimos, eles não vão tomar nenhuma ação pra te ajudar. Sabe que está só indo de encontro com sua morte ? Diz o conde.
-Sim eu sei. Mas eu perdi a mulher que amo, minha vida não é algo que eu ligaria de perder agora, acho que você me entende. Willian coloca a espada no pescoço do conde.
-Sim eu sei... Como um agradecimento ao que Mariane fez por mim no passado vou te dizer uma coisa. Procure Abran Felgan, ele conhece todos os vampiros dessa província, deve saber de algo... Dizem que ele sabe de tudo... Agora, por favor... Acabe com isso. Diz o Conde.
-Que Deus tenha piedade da alma que, uma vez amaldiçoada, eu purifico com a lamina de prata. Willian decepa a cabeça do conde, e se vira para ir embora. Apenas uma pista vaga, mas era melhor do que nada.
Porem quando ele se aproxima da porta, uma faca passa rente a sua cabeça. Ele rapidamente salta para traz e saca sua espada e fica em silencio.
Após alguns segundos algumas mulheres vestindo vestidos de luxo e empunhando facas começam a descer a escada.
-Mais vampiros?... Willian se prepara para atacar, porem assim que ele ia dar um passo a frente, as mulheres saltam em sua direção, como se pudessem planar e começam a ataca-lo com uma sincronia mecânica, como se fossem um único ser em diversos corpos. Willian conhecia a única coisa com essa tipo de movimentação, mas era impossível. Mas seu medo se torna real quando ele termina a sequencia de esquivas e ataca uma delas. A espada atravessa madeira, um corpo oco, com forma de pessoa, capaz de se mover sozinho: As marionetes de Mariane, mas não era possível, quando ela morreu Willian destruiu todas, e mesmo que sobrasse alguma, Mariane era a única pessoa no mundo capaz de dar-lhes ordens e ela estava morta.
Quanto mais ela olhava paras a marionetes mais ele ficava perplexo. Cada detalhe, as roupas, os penteados, e as expressões que cada uma tinha no rosto, eram tão variados e detalhados como só Mariane era capaz de fazer. “Cada uma é um ser diferente, podem ser irmãs, mas cada uma é única, nunca vou fazer 2 iguais.” Mariane costumava dizer isso enquanto fazia elas. A imagem dela sentada na mesa, esculpindo cada pedaço delas vem a mesa, seu sorriso, seu olham empenhado e apaixonado por aquilo que fazia. Um misto de saudades e ódio começa a preencher o coração de Willian até que ele não suporta, e solta um grito e começa a atacar as marionetes para despedaça-las e não para vence-las. Alguem estava usando a criação da mulher que ele amava para destruí-lo.
Ele sempre dividia o tempo de Mariane com essas marionetes, no inicio ele até tinha ciúmes, mas após um tempo vendo ela fazendo-as, vendo o empenho e felicidade com a qual Mariana as trabalhava, passou a ter uma certa feição para com elas, afinal sua amada as tratava como filhas. Porem alguém agora usava a criação e a vida de sua esposa, para Willian era imperdoável.
Ele lutava com ódio e não com a cabeça. Seus ataques eram abertos, suas esquivas falhas, e naquele ritmo, ele seria a único a ser destruído. No meio de jogo de ataques, um deles seria inexquivavel, a Willian apenas sorri. “Ser morto pela criação da mulher que queria vingar, bem patético...” Pensa ele esperando a estocada. Porem ela não chega.
Ao abrir os olhos Willian ve a sua frente uma mulher com uma armadura prateada. Que Barrou o ataque em um grande escudo.
-Não ouse morrer aqui Willian. Diz a mulher destruindo a marionete a sua frente um único golpe de uma espada bem maior que a de Willian.
-Ingrid? O que faz aqui?
-Evitando a morte de um idiota, sabe... força do habito...
-Sabe que agora sou caçado pela igreja, por que me ajuda? Diz o rapaz levantando a guarda novamente.
-Foi mandada aqui pra ver o que estava acontecendo. Achei algumas marionetes provenientes de bruxaria atacando um simples carpinteiro. Apenas conclui minha missão e deixei o lugar.
-Relatórios nunca foram seu forte... Willian volta a si, e passa a lutar novamente.
Com a ajuda de Ingrid, não leva muito tempo para que todas as marionetes fossem destruídas, eles então deixam o local e se escondem em uma casa abandonada não muito longe dali.
-O que você tem a cabeça?! Diz Ingrid ao entrar na casa.
-Estou atraz de informação, foi um vampiro que matou Mariane. E eu jurei encontra-lo. Willian se senta num canto.
-Pra mim parece que você procura a própria morte. O que acontece nesses 5 anos que te mudou tanto assim. Ingrid larga sua espada e seu escudo e se senta ao lado dele.
-Bem... vou te contar a história... A historia de um homem que encontrou o amor onde não devia, e por isso abandonou uma vida de violência e morte, e agora, por capricho do destino, vai voltar a ela por vingança... Willian suspira e olha para o teto, aquela era a história de sua vida.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Green Tears

Green Tears
Autor: L
Gênero: Ação, Mistério.
Capitulos: 01/??



Palavras do autor: Green Tears é uma tentativa de fugir da ação medieval que sempre utilizei. Junto com In The Light, ela se passa num ambiante atual/futuro próximo, mas diferente da 1º, ela se baseia em ação para completar um enredo envolvendo tramas e mistérios, em um ambiente muito semelhante a Darker than Black, um de meus animes favoritos e o que me inspirou a criar algo desse gênero. Inicialmente ela pode parecer bem ramdomica, sem um foco grande, mas o enredo passa a se complicar mais a frente, conforme os personagens/mundo vão se revelando.









“O que é uma arma? Um instrumento usado para a defesa própria, de um ideal? Ou para atacar, destruir aquilo que estiver na frente de seus ideias e objetivos? Nada disso, a resposta é bem mais simples. Uma arma é um instrumento para matar. Ela não distingue certo ou errado, defensor ou atacante, homem ou mulher, velho ou criança. Ela apenas mata aquilo que a ordenam, esse é seu objetivo, e sua única função. Eu sei disso, pois eu sou uma arma.”

















Capitulo 1: A arma chamada de Viridian.




2015, uma noite silenciosa em algum lugar da Alemanha. Próximo a uma grande fabrica, meio afastada do resto da cidade, 6 guardas fortemente armados patrulham próximos aos grandes portões frontais sendo assistidos por diversas câmeras de segurança, espalhadas entorno da muralha que cercava o prédio principal. Com certeza muito mais segurança do que uma fabrica de cidade pequena necessita, mas o conteúdo dela também não é nada normal.
No meio da noite, um jovem começa a se aproximar furtivamente da fabrica, tomando todo o cuidado para não ser notado pelos guardas. Aparentava ter 21 anos, cabelo médio e olhos castanhos, usando um sobretudo preto e carregando uma mochila. O campo irregular em forma de trincheiras ajudava a se aproximar sem ser notado. Ao chegar a ultima trincheira, a uns 100 metros do portão principal ele tira uma espécie de comunicador e o prende ao ouvido.
-Iris consegue me ouvir? Diz sussurra ele, enquanto examina o movimento próximo ao portão.
-Áudio e vídeo limpos, tudo como planejado. Diz uma voz feminina em seu ouvido.
-6 guardas e 5 câmeras no portão frontal como esperado.  Preciso de um ponto cego. Diz o cara.
-Dispare o dispositivo a 38 graus a sua esquerda quando eu der o sinal. Atinja o espaço entre as duas câmeras. Diz a voz.
-Certo. Diz o cara colocando a bolsa no chão, tirando dela algo que parecia um lança-granadas e se posicionando para o tiro.
Assim que ele recebe o sinal dispara um projetil que se prende a parede entre as câmeras e começa a piscar uma luz verde, bem fraca. Nenhum guarda ou câmera vê ou ouve o disparo. O cara guarda o lança-granadas e pega uma arma e prende um silenciador nela, e vai para o fim da trincheira, deixando a mochila lá.
-Aguardando o sinal para iniciar a operação. Diz ele.
-Terminando hackemento do sistema de segurança eletrônico. Pode começar quando quiser. Diz a voz.
-Iniciando operação. O rapaz respira fundo e para por alguns segundos, então, seus olhos vão de castanho para um verde brilhante, quase como uma esmeralda. Então ele sai da trincheira correndo em direção ao portão principal.
Ele se movia muito mais rápido que uma pessoa normal, talvez mais até que um velocista olímpico. Antes que qualquer guarda conseguisse nota-lo, ele efetua disparos desumanamente precisos contra eles. Seis guardas, seis tiros, todos na cabeça e tudo isso em menos de 5 segundos.
-Abrindo os portões. Diz a voz.
-Informações das defesas internas. Diz o rapaz trocando o pente de sua arma. Segundos depois os portões principais se abrem e ele corre corredor adentro.
-O alvo está no segundo andar do subsolo. Siga pelo corredor principal até a primeira saída à esquerda, há dois guardas lá, depois suba a escada para a sala de segurança, três guardas na sala, alarmes já desativados...
O rapaz segue as instruções a risca, corre pelo corredor, ao virar para esquerda, dispara 2 tiros certeiros nos guardas, sobe a escada, e encosta na parede ao lado da porta da sala de segurança.
-Para descer para o andar onde se encontra o alvo é necessário a digital e o cartão do chefe de segurança. Ele tem um chip em seu corpo que passa um sinal caso ele morra, isso anula seu cartão e digital.
O rapaz então se posiciona próximo a porta, pega uma granada em seu cinto, abre a porta rapidamente, joga a granada e a fecha novamente. Apenas o barulho de vazamento de gás é ouvido, segundos depois, o de corpos caindo no chão.
-Tudo limpo. 6 minutos até a troca de turno acontecer. Diz a voz.
O rapaz entra rapidamente na sala, pega o cartão do único cara com o uniforme diferente de todo resto, pega um pequeno spray em uma pequena bolsa pra na parte de traz do seu cinto e passa na mão chefe se segurança, até se formar uma massa branca. Ele a guarda e sai da sala.
-Volte ao corredor principal. Dois funcionários desarmados estão vindo em sua direção, o elevador está no fim desse corredor à esquerda.
O rapaz vira o corredor e corre em direção aos funcionários, e, antes que pudessem fazer alguma coisa, são derrubados com golpes de algum tipo de arte marcial.
-Lugar para escondê-los? Pergunta o rapaz.
-Primeira porta a direita, banheiro feminino, ninguém lá atualmente.
O rapaz arrasta os 2 corpos para lá rapidamente, os coloca em cabines diferentes e continua.
No final do corredor encontra uma bifurcação, à direita um grande corredor, à esquerda, uma parede, com um interruptor de luz.
-Abra o interruptor e mecha a alavanca nessa ordem: esquerda, direita, esquerda, direita, direita e pra cima. A porta do elevador vai se abrir.
O rapaz faz como manda a voz, e como previsto a parede se abre, revelando um elevador. As antes de entrar, o rapaz se vira e atira. Havia um guarda saindo de uma sala. Após isso, ele entra no elevador rapidamente e coloca a massa com a digital do chefe de segurança em um dispositivo de leitura.
-Esse movimento foi desnecessário. Diz a voz
-Ele veria o elevador se fechando, não quero ariscar uma possível rota de fuga alternativa. Quanto tempo para alguém acha-lo?
-Por minhas projeções, em 23 minutos, alguém passará pelo corredor e soará o alarme. Mas não tenho nenhuma informação de depois do elevador, o sistema de lá é totalmente individual.
-Você precisa de quanto tempo para abrir o cofre? O rapaz troca o pente de sua arma novamente.
-Cerca de 2 minutos.
-Em 8 eu consigo sair. Tudo dentro do planejado. Agora são 1:15, diz pra Envi estar na rota de fuga as 1:25, sem atraso. Diz o Rapaz vendo o relógio.
-Certo.
Quando o elevador se abre, revela um grande corredor totalmente branco, com 4 guardas do outro lado. Sem nem pensar eles se preparam e começam a disparar contra o rapaz. Os olhos dele começam a brilhar mais forte, e ele começa a correr em direção aos guardas desviando dos tiros com acrobacias impossíveis a um ser humano. Novamente derruba seus alvos com um tiro em cada um, e chega do outro lado do corredor sem um arranhão. A única coisa no lá é uma grande porta de cofre, além dos corpos. O rapaz tira de sua bolsa um dispositivo igual ao usado para desativar as câmeras de segurança do portão principal, e o coloca na porta do cofre.
-Começando hackemento. E cuidado, alguém está usando o elevador. Diz a voz.
O rapaz rapidamente troca seu pente e aponta para o elevador, esperando a porta se abrir.
Assim que ele chega a se abre minimamente, tiros são disparados simultaneamente, tanto de dentro do elevador quanto contra ele. Os tiros colidem e param no meio do caminho. O elevador termina de abrir, revelando um homem de terno e gravata, meia idade, usando óculos escuro e um revolver relativamente grande. Ele sai do elevador e tira os óculos, revelando olhos verde-esmeralda como o rapaz.
-Devo admitir que estou surpreso. É um feito incrível que alguém tão jovem seja tão eficiente, mesmo sendo um Viridian. Diz o homem.
-Prefiro não falar com alvos. É falta de profissionalismo. O rapaz aponta a arma para o homem e saca uma faca militar de um suporte em sua perna.
-Eu gosto de manter contato com os oponentes. Ajuda a lembrar de quem matamos. Principalmente quando encontramos um companheiro Gunner. O homem também aponta a arma para o rapaz e saca uma faca, mas uma mais sofisticada, como aquelas de colecionadores.
Após se encararem por segundo, ambos correm na direção um do outro disparando o revolver e esquivando dos disparos do inimigo, e quando chegam próximos o suficiente começam a se atacar alternando entre facadas e tiros. A agilidade de ambos era quase a mesma, essa luta não tinha um vencedor visível, eles desferiam dezenas de ataques que eram esquivados e respondidos diversas vezes, a diferença era que o rapaz parecia evitar mais do que atacar.
-O que é isso jovem, está sem munição? Diz o homem dando uma estocada frontal no rapaz com sua faca.
-Na verdade... só estou esperando o cofre abrir... O jovem salta por cima do homem e uma granada cai de sua cintura.
Assim que ele toca no chão, a porta do cofre se abre, e ele salta pra dentro dele. Então a explosão ocorre.
-Quanto tempo até ele se regenerar? Diz o rapaz indo em direção ao fim do cofre, que mais parecia uma sala cheia de armários.
-Difícil saber, mas a não ser que o OS dele tenha a ver com cura, vai levar algumas horas para se regenerar de uma explosão. Supondo que ele tenha sido atingido em cheio. Diz a Voz.
O rapaz chega ao final do cofre e pega um cilindro prateado em um armário que continha vários deles.
-Melhor rota de fuga? Pergunta o rapaz colocando o cilindro em sua bolsa.
-Pela ventilação do cofre, você vai sir no teto da ala oeste da empresa, corra reto por 500 metros para encontrar Envi, ela vai chegar lá em 5 minutos.
-Certo. Diz o garoto arrancando uma grade do teto, e se esgueirando pela tubulação de ar.
 -E por que um cofre tem um sistema de ventilação? Pergunta o rapaz.
-É uma construção antiga, e a carga precisa de ventilação natural. Tiveram que confiar que ninguém passaria pela guarda para fugir por ai. Mas a grade de segurança só pode ser aberta por dentro, por isso não usamos pra entrar. Mas é estranho, de onde uma empresa tão pequena conseguiu uma amostra disso? Diz a voz.
- Não cabe a nós perguntarmos. Nós somos apenas armas, cumprimos nossa função e pronto. O rapaz chega ao final e quebra a grade e sai da tubulação. Como planejado ele esta em uma parte do teto, a três andares do chão, uma queda que mataria qualquer pessoa. Mas ele simplesmente pula, e cai do lado de fora da firma, criando uma pequena cratera, segundos depois ele começa a correr em frente a toda velocidade.
Durante a corrida, tiros começam a ser disparados contra ele, ele se vira pra ver: O viridian que o enfrentou, com diversas partes do corpo cobertas por um brilho verde, como o de seus olhos.
Ele estava fora de seu alcance, então correr era a melhor opção.  O rapaz conseguiu desviar de muitos disparos, mas um deles vinha certeiro em sua cabeça, mas antes que o atingisse, é interceptado por outro tiro. O rapaz olha a frente e vê uma mulher ruiva de cabelo cumprido e um rifle com mira telescópica, dentro de um carro. Ela recarrega sua arma e dispara novamente, esse disparo passa rente a cabeça do rapaz, o suficiente pra ele ouvir o som da bala cortando o ar em seu ouvido direito. Esse tiro acerta o viridian atrás do rapaz entre os olhos. Agora ele estava morto.
O rapaz chega no carro e a garota arranca em direção a uma estrada.
-1:27, 2 minutos atrasado. Diz a mulher.
-Rastejar por um túnel é bem mais lento do que correr por corredores. E o tempo planejado era 1:30, então sem problemas. Diz o rapaz tirando o cilindro prateado de sua bolsa e colocando ele em uma maleta que estava no banco de traz.
-Essa é a 5º invasão desse mês. Parece que as instituições ainda não se acostumaram aos viridians.  Diz a mulher.
-A maioria não tem poder financeiro para se preparar pra isso. Das instituições particulares são poucas além da V-Corp são capazes de enfrentar um grupo de viridians. Isso é ótimo pros negócios.
-Negócios, dinheiro... Não acha que somos monstros matarmos pessoas por tão pouco? Principalmente você. Você possivelmente passou a missão toda com essa expressão fria, e só não matou os funcionários do corredor para não desperdiçar balas contra alguém que não represente perigo. Mesmo dentre os mercenários a lenda de Marcus causa medo. Diz a mulher com um leve sorriso.
-Envi, se não quiser trabalhar comigo apenas abandone, ainda é nova nisso e é muito boa, mas não é difícil achar um sniper que trabalhe direito. Não gosto de importunos e conversas sem sentido.
-Não, não. Querendo ou não é produtivo trabalhar com você e Iris. Pretendo ficar aqui por um bom tempo, não largo algo pela metade, isso faz parte do meu código de honra.
-Ótimo. Mas sobre sermos monstros... Isso não existe. Nós somos ferramentas, apenas fazemos o que nos mandam, só matamos quem está no meio de nosso objetivo. Quando o mundo não precisar mais de nossos serviços, e começarmos a matar por simples prazer, ai podemos ser chamados de monstros, até lá, prefiro ser chamado de arma. Diz Marcus.
-Quando o mundo não precisar... né? Diz Envi suspirando.
-Vamos voltar ao Japão, Iris deve estar preparando tudo para entregarmos a mercadoria. Diz Marcus colocando seu banco para traz, e caindo num sono, sua exaustão se tornou visível do nada, mas ainda segurava sua arma.
-Certo chefe. Diz Envi pisando fundo em direção à outra cidade.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

In The Light



5º evento: first Contact




Evan acorda com batidas violentas na porta, e segundos depois um grito denuncia o autor do escanda-lo.
-Evan, abra essa porta!!!
Ink, e muito irritada pelo tom de voz.
Evan se levanta ainda meio desnorteado e abre a porta, apenas pra por fim aquela barulheira.
-Não é muito educado fazer esse escândalo na frente da casa de alguém... Diz Evan bocejando.
-Também não é muito educado me deixar esperando o bar, e simplesmente desaparecer. Eu liguei mais de 20 vezes pro seu celular e só consegui falar com uma garota estranha. Diz Ink indo casa adentro.
-Garota estranha?.. Amanda?! Evan se lembra do ocorrido do dia anterior e vê que a garota esta sentada em um canto do quarto, abraçada a um travesseiro branco e olhando fixamente pra ele.
De repente todas as imagens do hospital começam a brotar em sua cabeça. Ele cai de joelhos e vomita.
-Ei, você esta legal? Ink tenta socorre-lo.
-Sim. Mas não sei se posso confiar em minha própria cabeça. Diz Evan se levantando sozinho.
-Como assim? Pergunta Ink.
-Amanda pode explicar se Evan quiser. Diz Amanda imóvel em seu canto.
-Primero me diga quem é ela. Você não parece do tipo que gosta de garotas jovens...
-Deixe eu me recompor. Acredite, eu tive a noite mais conturbada da minha vida, ainda não estou pensando direito... Tanto que tem 2 semidesconhecidas em minha casa... Diz Evan indo para o banheiro.
-Então é bom se recuperar rápido. Tenho algumas coisas para mostrar. Mas primeiro quero ouvir o que você fez ontem a noite e de onde surgiu essa garota. Ela me do medo... Diz Ink quando nota que Amanda a encarava com seu rosto inexpressivo.
-Fique tranquila, Amanda não representa perigo... Diz a garota, ainda com o olhar fixado em Ink.
-Confusões a parte, alguém pode me explicar o que ocorreu? Você não apareceu no bar, não atendeu o celular, e agora esta com essa cara de quem foi abduzido e com uma garota sinistra em sua casa. O que ocorreu ontem a noite?
-É uma longa historia, sente-se. Diz Evan voltando a seu quarto com um rodo e um balde, ele parecia realmente abatido, o que faz Ink imaginar que tipo de coisa foi capaz de deixa-lo assim. Ela se senta na cadeira em frente ao computador.
Evan começa a limpar a sujeira que fez no chão e começa a contar a Ink tudo, desde a ideia de investigar os lugares restantes, a entrevista com os guardas, e o hospital abandonado.
-Meu Deus... Eu nem sei o que dizer... Diz Ink após ouvir a história toda.
-Alguém deve ter visto isso antes de mim e chamado a policia. Mas aquilo não me parecia à obra de uma pessoa normal. Diz Evan se sentando em sua cama.
-Como assim? Pergunta Ink.
-Com certeza aquilo eram sangue e órgãos de pessoas, mas fora por algumas partes reconhecíveis, tudo parecia uma espécie de carne processada, uma massa sem forma. E não havia nenhum sinal de ossos. Mesmo que explodissem a pessoa por dentro, a maior parte do organismo pode ser reconhecida, mas lá a única coisa que me fazia acreditar que aquilo eram restos humanos era minha intuição. Seja o que for que fez aquilo, seus métodos não são nada ortodoxos, e seus motivos vão além de minha imaginação...
-Você vai querer continuar a investigar? Pergunta Ink.
-Não sei. Seguindo meu raciocínio estávamos atrás de um sequestrador até agora, mas agora parece que o desaparecimento é apenas o começo. E a ideia de perseguir alguém que é capaz de fazer aquele tipo de coisa não me parece segura.
-E como você sabe que isso tem a ver com os WFA? Tem algo concreto?
-O fato de Amanda retornar daquela sala é o suficiente pra mim, levando em conta a teoria de que retornados reaparecem onde sumiram. Além de ter um desenho idêntico ao que a mulher esfaqueava na floresta, mas em maior escala e desenhado com sangue. As duvidas são: O que Amanda fazia lá quando despareceu, e quem fez aquele desenho...
-Por que saber quem fez aquele desenho?
-Nós sabemos que retornados podem ser incrivelmente perigosos. E com as lesões cerebrais imprevisíveis, não é impossível que tenha sido um deles que tenha feito aquilo, mas os meios ainda permanecem um mistério.
-Realmente, mas então você acha certo ficar com essa garota aqui? Pergunta Ink.
-Bem, ela voltou ao lugar de onde ela sumiu e viu o tal desenho, e não surtou. Ao invés disso me tirou do local em segurança e me trouxe pra casa, ela me parece bem confiável por enquanto apesar de que seu jeito de falar me causa desconforto.
-Amanda não vai enlouquecer como os outros. Amanda só quer encontrar Amanda. Diz a garota.
-Os outros? Você conhece mais gente como você? Pergunta Evan.
-Sim, durante o tempo que andei sozinha pela cidade encontrei outros que são como Amanda. A maioria deles se tornaram violentos e loucos mas Amanda não é igual a eles.
-E você sabe por que você é diferente? Pergunta Ink.
-Não. Amanda não se lembra de nada de antes da luz. Por isso Amanda tem que encontrar Amanda.
-Ei, isso faz algum sentido pra você? Sussurra Ink pra Evan.
-Por enquanto não. Mas tendo em vista o ultimo retornado que encontramos esse problema dela não é nada. Responde ele.
-Certo, se você confia nela... Mas veja isso, antes de continuarmos é melhor te mostrar isso. Diz Ink ligando o computador.
-E você já esta usando meu computador?
-Quem se importa, só vou mostrar um vídeo. Diz Ink colocando um pendrive no computador.
-É algo relacionado ao caso?
-Sim, veja isso. Ink executa o vídeo.
O vídeo começa mostrando a floresta no meio da noite, a única iluminação provinha da câmera que gravava a cena. Segundos depois de pura escuridão e silencio pequenos pontos luminosos começam a surgir na floresta, pequenas esferas luminosas que voavam de um lado pro outro como fadas dançando.
Seu numero se mantem aumentando por quase 30 segundos, e depois ficam apenas dançando pela floresta escura. Em determinado momento começam a aparecer falhas no vídeo, como alguma interferência e segundos depois a luz das fadas começam a se intensificar lentamente até se tornarem um único grande clarão que ofusca câmera. Quando a luz some, a câmera estava no chão, a nada mais podia ser visto além de escuridão da floresta. Segundos depois o vídeo acaba.
-Um WFA? Pergunta Evan.
-Sim, a câmera foi encontrada sozinha na floresta por um conhecido meu que me trouxe. Devia ter te mostrado isso ontem a noite, mas... Diz Ink.
-Elas realmente parecem a Navi... Resmunga Evan.
-Você não tem cara de quem jogava Zelda... Diz Ink sorrindo.
-De qualquer forma, acho que devemos ir a floresta de novo. Deve ter algum rastro desse acontecimento lá.
-Então você vai continuar?
-Atualmente, minha curiosidade esta maior que meu senso de perigo... E de qualquer jeito, as vitimas parecem aleatórias, investigando ou não, a chance de desaparecer de repente vai existir.
-Então é melhor resolver o caso antes de ser abduzido. Diz Ink.
-Para a floresta então. Diz Evan se levantando, mas assim que da um passo ouve alguém batendo na porta.
Ele caminha normalmente até a porta e olha pelo olho magico: 2 policiais. Evan abre a porta imaginando o que poderia ser.
-Você é Evan Smith? Pergunta um dos policiais.
-Sim sou eu. Posso ajudar em alguma coisa?
-Fomos informados que uma mulher que se autodenomina Ink estaria aqui, isso confere?
-Ahhh... Sim. Responde Evan, agora imaginando o que Ink teria feito antes de chegar em sua casa.
-Tenho ordem para levar os 2 sob custodia. Diz o policial.
-Mas qual o motivo?
-Parece que vocês tem envolvimento com um caso investigado por um agente do governo. Ele requer a presença de ambos na delegacia, podem ir de boa vontade ou precisarei de um mandato?
-Não será necessário. Aguardem um minuto.
Evan entra novamente no quarto, com uma expressão nada amistosa.
-Amanda, fique aqui. Se tiver fome ou sede sentasse livre para pegar qualquer coisa na cozinha. Mas não saia de casa. E Ink, você vem comigo pra delegacia.
-O que?! Mas por quê?! Pergunta Ink pasma.
-Pergunte isso aos policiais que vieram na minha casa atrás da gente. Diz Evan vestindo um casaco e saindo, sendo seguido por Ink.
-Do que se trata isso? Pergunta Ink enquanto ela e Evan entram na viatura.
-Parece que alguém do governo quer falar com vocês. Mandaram-nos apenas busca-los. Lá eles darão maiores detalhes. Diz um dos policiais.
-Que chatice justo agora... Murmura Ink.
-Se for só isso tudo bem. Jurava que você tinha cometido algum crime e fugido pra minha casa. Diz Evan, que parecia bem relaxado agora.
-Que imagem você tem de mim?! Suspira Ink.
O carro vai em silencio pelo resto do trajeto, até chegarem a delegacia, onde um sujeito de terno e óculos escuros os esperavam.
-São eles? Pergunta o cara de terno ao 1º policial que sai do carro.
-Sim, Evan Smith e a mulher que atende pela alcunha de Ink. Tem mais algum assunto para tratar conosco? Diz o policial de maneira bem grosseira. Era eminente que o homem de terno não era bem-vindo na delegacia.
-Se a sala que requisitei está pronta, não. Jovens, me acompanhem, por favor. Diz o homem de terno entrando na delegacia.
Evan e Ink hesitam por alguns segundos, olham um para o outro e entram, imaginando do que se trata aquilo. Era obvio que ele não era um policial ou algo do genero.
Eles caminham pela delegacia que parece totalmente normal, se não contar os olhares que miravam o cara de terno.
Eles caminham até uma sala bem afastadas das outras, e pela poeira nas portas e janelas, não era usadas a muito tempo.
-Entrem por favor, e desculpem as instalações arcaicas. Diz o homem de terno abrindo a porta.
Na sala, nada além de uma mesa, 3 cadeiras, um pequeno arquivo e um notebook.
-Sentem-se, o que quero falar com vocês pode levar algum tempo.
-Seria sobre os desaparecimentos que tem ocorrido pela cidade? Pergunta Evan com desconfiança estampado no rosto. Algo na expressão tranquila daquele homem não o agradava.
-Por que acha isso? Pergunta o homem.
-É a único assunto que me vem a cabeça que condiz a mim e a Ink ao mesmo tempo.
-Então não preciso perguntar se vocês realmente estão investigando o caso. Em todo caso sentem-se, parece que vamos ter o que conversar.
Evan e Ink se sentam e ficam encarando o homem a sua frente, imaginando o que alguém de fora poderia ter a ver com esse incidente.
-Meu nome é Tom Willow, da secretaria de assuntos especiais. Vim para essa cidade para ver que parte das historias de Wild Fairy Appears é real e o que é ficção.
-Duvido que um investigador consiga alguma coisa... Murmura Ink.
-Bem senhorita Ink, herdeira de uma loja de roupas de renome na cidade, que estudou a vida toda na Inglaterra, onde aprendeu sobre ocultismo e se tornou um ícone dentre essa comunidade, que voltou para cidade a 2 anos devido a morte da mãe, e cujo nome real é...
-Tudo bem eu entendi, pare por ai. Interrompe Ink.
-Parece que apresentações não são necessárias. Então, o que você quer de nós? Pergunta Evan, que apesar de não demostrar, ficou impressionado com a quantidade de informação que Tom juntou sobre Ink, ele realmente não era uma pessoa normal.
-Primeiro quero ouvir o que vocês acham sobre o caso.
-E por que ajudaríamos você? Pergunta Evan.
-Bem, você deve saber que invadir propriedade sobre interdição policial é um crime certo?
-Eis um bom argumento... Diz Evan frustrado.
-Se me ajudarem, uma certa invasão pode ser simplesmente esquecida. O que me diz?
-Certo, mas antes me deixe perguntar uma coisa. O que você pretende ao investigar esse caso?
-Apenas saber o que esta causando os desaparecimentos e para-lo. Acho que todos os cidadãos estão em perigo não acha?
-Mas você não esta agindo com a policia, e existem muitos outros órgãos do governo que se encaixariam melhor nesse tipo de objetivo.
-Sua observação realmente é incrível. Está certo em suas duas afirmações, mas aconselho você não procurar o que não precisa achar.
-Mas já que você quer nossas informações, que tal começar falando a verdade? Diz Ink.
-Certo. Já que vocês estão investigando esse caso não soará tão estranho mas, meu objetivo é saber se isso é obra humana.
-Mais um que acredita em paranormalidade... Diz Evan.
-Senhor Evan, tendo em vista os fatos e as ausência de evidencias fica difícil classificar os acontecimentos como obra de um humano, creio que deve concordar com isso.
-Eu sempre digo isso a ele, mas ele jura que o oculto não existe. Diz Ink.
-Bem, então vamos ouvir o que ele pensa sobre o caso. Diz Tom.
-Na minha opinião, se eu encontrar 2 coisas, posso classificar os desaparecimentos como obra humana. 1º: alguma tecnologia desconhecida, que gere os flashs no qual eles rapidamente raptam as pessoas e desaparecem. Esse método é desconhecido, mas não acho que seja impossível se o grupo tiver algum equipamento. 2º: um motivo. Aparentemente as pessoas desaparecidas não possuem uma ligação relevante uma com a outra, essa aleatoriedade torna difícil dizer o porquê dos desaparecimentos.
-Falou como um incrédulo modelo... Murmura Ink.
-E tens alguma evidencia real que faça com que você ache que isso não seja obra sobrenatural? Pergunta Tom.
-A ausência de provas de casos paranormais na historia é um bom argumento. Nunca foi provado que tais coisas existem, por haveria agora?
-Mas você tem que concordar que os acontecimentos atuais desafiam a física. Diz Ink.
-Do mesmo jeito que os ninjas do japão feudal as desafiavam também. Voando do nada, andando sobre a agua, aparecendo e desaparecendo nas sombras. Eles pareciam seres mágicos para o povo da época, mas eram apenas pessoas bem treinadas com a aparelhagem e a preparação correta. Nada impede que isso não passe de truques desconhecidos.
-É um ponto de vista valido, apesar de ainda não ter nada que o comprove. E você, senhorita Ink?
-Eu acredito que seja o trabalho de uma entidade invocada.
-Interessante. O que te faz pensar isso.
-Segundo uma testemunha, um garoto começou a mexer com ocultismo, na mesma data que os WFA começaram a acontecer. Segundo a descrição dos livros que ele carregava deduzo que seja algo relacionado a invocação, mas pela ausência de experiência do garoto algo deu errado. E a pouco tempo atrás, esse garoto também foi vitima de um WFA, que aconteceu enquanto ele fazia um circulo de reversão, em uma praça. Basicamente, acho que o garoto invocou algo que ele não conseguiu controlar, viu o que ele causou, e tentou desfazer, mas a entidade o impediu.
-Parece mais viável que a teoria de Evan. Diz Tom.
-Assim como para os gregos era mais viável acreditar que a chuva era uma benção de um deus invés de uma parte do ciclo da agua. Diz Evan.
-Bem mas parece que nenhum de vocês conseguiu um avanço concreto sobre o caso. O que me deixa livre para pedir: Por favor, parem de investigar. Diz Tom se levantado.
-O que?! Dizem simultaneamente Evan e Ink.
-O que vocês ouviram. Quero que parem de investigar esses desaparecimentos, devem saber que é contra a lei cidadões normais tentarem fazer justiça.
-Não se confunda, ninguém aqui quer fazer justiça. Só queremos saber o que esta causando isso. Quando a hora chegar, entregaremos na mão da policia e não interferiremos. Nenhuma lei impede civis de fazer investigações, desde que não atrapalhem a policia.
-Algo que você já fez senhor Evan.
-Não se preocupe não acontecerá denovo. E tomei a liberdade de gravar essa conversa. Um civil que invade zona restrita com certeza não é tão interessante quando um funcionário do governo que oferece sonegação de crimes como moeda de troca. Vamos Ink. Diz Evan se levantando e indo em direção a porta.
-Mas me deixe dizer uma coisa... Tom tira os óculos e revela um olhar apavorante, como o de um frio assassino antes da execução.
-Vocês não sabem com o que estão lhe dando...
Evan pega Ink pela mão e ambos saem da delegacia rapidamente. Aquele cara não é o tipo de pessoa que se possa ter como inimigo.
Eles caminham juntos até a estação de metro, mas as palavras de Tom não saiam da cabeça de Evan. Depois ontem, no metro e no hospital, não importa quão humano seja o autor desses casos, não da pra imaginar o que ele ou eles são ou o que querem, por mais “normais” que fossem realmente não dava pra imaginar quem ou o que eram.
-Ei, será que ele sabe que nós não passamos quase nenhuma informação pra ele? Pergunta Ink, por seu rosto, era visível que também estava preocupada.
-O que? Evan estava totalmente perdido em seus pensamentos.
-Nós temos muito mais informação do que passamos, será que ele sabe disso?
-Provavelmente, ele sabe até seu nome real, deve estar nos observando há um tempo. Mas não importa quem ele seja ou pra quem trabalhe, ele não vai me atrapalhar nisso.
-O que faremos hoje?
-Acho que nada. Melhor deixar a poeira baixar, vou analisar aquele vídeo e tentar tirar algo de Amanda. Você vê se acha alguma informação relevante com suas fontes.
-Certo, mas você vai mesmo ficar com aquela garota?
-Ela é a melhor pista que temos, além do que, ela não tem memoria, e por algum motivo acho que ela não é dessa cidade. Não tenho escolha a não ser cuidar dela por enquanto.
-Não sei, depois daquela caverna eu não seria capaz de dormir com um retornado solto em minha casa.
-Bem, Amanda não surtou vendo o lugar de onde ela saiu e nem aquela imagem. Pelo contrario, foi eu que surtei e ela me tirou de lá, por enquanto acho que é segura mantê-la comigo.
-Bem, boa sorte. Esse é meu metro, até amanhã. Diz Ink entrando num vagão e sumindo na multidão.
-Até a manhã... Evan resolve dar uma volta pela estação antes de ir embora.
Tudo parecia normal, pessoas indo e vindo, diversos metros partindo e chegando, mas Evan sentia que havia algo estranho, o ar parecia mais espeço, difícil de respirar, e quanto mais ele se aproximava da saída, mais essa sensação estranha aumentava. Então, enquanto ele caminha perdido em seus pensamentos, um apagão ocorre e seguido dele um grande flash, que varou a escuridão de fora d estação. Mas a visão de milésimos de segundo entre o apagão e o flash deixou Evan paralisado: Dentro da escuridão que envolvia a saída do museu ele viu inúmeros pontos luminosos voando como os que o vídeo de Ink mostrava e no meio deles a silhueta luminosa de uma pessoa, sem rosto ou características físicas apenas uma sombra feita de luz, como a criatura retratada na caverna e no hospital. Aquele ser estava parado na entrada da estação, cercado pelas tais fadas, logo depois, toda essa luminosidade se tornou um flash e sumiu. Com certeza alguém havia desaparecido, com certeza Evan havia visto aquilo, mesmo que por uma fração de segundo, ele esteve lá, e a terror que tal visão causou em Evan quase superou o que foi sentido no hospital. A única que ele conseguiu fazer foi correr dali o mais rápido que pode, era obvio que aquele lugar não era seguro, enquanto corria ele nota que aquela era a estação na qual ele entrevistou os guardas, na qual havia desaparecido mais gente, por mais que correr sem rumo não ajudasse em nada contra um inimigo que parece assombrar toda a cidade, ele sentia que não podia ficar de modo algum naquele metro, alguma coisa muito ruim aconteceria lá.
Após algum tempo correndo sem rumo, Evan se encontra no centro da cidade, onde desmaia. A ultima coisa que vê antes de apagar é o mendigo de sempre, com a placa ao seu lado que dizia: “O que os olhos veem o coração não esquece tão facilmente.”

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

In The Light


4º evento: Amanda




O dia começa como todos os outros, café, arrumação, mas quando Evan se vê no espelho do banheiro lembra-se do rosto da mulher que tentou tirar sua vida no dia anterior, imaginando que tipo de coisa era capaz de causar tamanho trauma na mente humana. Estaria Ink certa? Uma entidade paranormal estaria comendo almas pela cidade, e alguns de alguma maneira conseguiram escapar no meio do processo, salvando suas vidas, mas deixando algo para traz? O que aquela mulher queria de volta? Talvez sua alma, ou sanidade? Ou talvez o namorado, que a abandonou por causa do incidente? E o que aquela pintura teria a ver com tudo isso? Perguntas demais e respostas de menos. Evan estava pilhado de tanto pensar e não chegar a nenhuma conclusão, ou mesmo teoria que englobe todos os elementos encontrados até agora.
Após mais de uma hora imóvel, de pé em frente a lousa ele nota que recebeu um e-mail.

 “Estou te enviando um mapa da cidade com a marcação dos lugares e da ordem em que os WFA aconteceram. Eu não consegui notar um padrão, ou algum tipo de pré-requisito em termos de localização, mas se descobrir algo me avise.
PS: Encontre-me no bar hoje as 21:00, tem um lugar que quero que você conheça”


Logo após estava a imagem do mapa da cidade, com diversas marcações e notas. Evan a imprime e começa a estuda-la minunciosamente.
Dos 20 WFA que já ocorreram 10 deles ocorreram em becos pelo centro, não parece haver alguma relação entre eles. O do garoto ocultista ocorreu na praça próximo a casa de Evan, e parece ser o único casa naquela área da cidade. 5 deles ocorreram em estações do metro, 4 casos na estação 5, e o outro no terminal. 2 ocorreram em um prédio abandonado no qual funcionava um hospital e os 2 últimos foram na floresta de onde veio a retornada.
Como dito por Ink, não parecia haver qualquer ligação entre os casos. Os casos que compartilhavam locais eram os únicos que podiam ter alguma ligação, mas a data que parecia aleatória reduzia essa possibilidade. Mas Evan acreditava que devia haver algo em comum nesses lugares, principalmente pela maioria deles geralmente ter mais gente do que tinha quando os WFA ocorriam. Será que eles escolhiam lugares quase vazios ou esvaziavam os lugares escolhidos? O segundo faz mais sentido, principalmente nos casos do metrô, mas como eles faziam isso?
-Os fatos cada vez se imbramam mais... e ainda são 10:30 da manhã, não dá pra simplesmente esperar o hora de encontrar Ink. O que eu faço?... Diz Evan enquanto cola o mapa na lousa.
Evan decide ir aos pontos marcados, um por um, para ver se encontra algum indicio de alguma coisa. Ele pega sua bolsa e coloca nela um gravador de áudio, uma câmera fotográfica, uma lanterna e um caderno.
-Já passei pela floresta e pela praça, então vou me focar nas estações de metro e no antigo hospital já que não acho que os outros becos sejam diferentes daquele que eu vi no começo de tudo. Diz ele a si mesmo enquanto tranca a porta de sua casa.
Quando ele sai, vê que tem uma pessoa na esquina olhando na direção de sua casa. Assim que Evan olha diretamente para ela, a pessoa vira a rua e começa a caminhar, fugindo da vista de Evan, que faz pouco do acontecimento e continua seu caminho.
Como havia uma estação de metrô no centro da cidade, Evan caminha tranquilamente até ela. No meio do caminho, ele passa ao lado do mendigo de sempre, que o aborda.
-Teria um fosforo ou isqueiro jovem? Diz ele com um sorriso.
-Claro. Diz Evan tirando um isqueiro do bolso e o entrega ao mendigo.
-Você fuma? Pergunta o mendigo acendendo o cigarro.
-Às vezes. Mas desde que meu ultimo maço acabou tive preguiça de comprar outro, isso deve fazer um mês já. Responde Evan.
-Me acompanhe nesse então. Diz o mendigo entregando o isqueiro junto com o cigarro.
-Por que não? Evan encosta na parede e acende o cigarro.
-Suas placas parecem ter mensagens bem profundas. Diz Evan, após segundos de silencio, enquanto olha pra placa ao lado do mendigo que dizia: “Aceitar ajuda pode ser um dos atos mais generosos”.
-Fazer uma frase ter significados diferentes para pessoas diferentes é um dom. Todo dia, uma ou duas pessoas vem aqui dizendo que minhas frases realmente aconteceram em suas vidas. Diz o mendigo com um leve sorriso no rosto.
-Talvez você seja algum tipo de profeta... Diz Evan
-Você não parece acreditar nessas coisas.
-Não mesmo, mas atualmente tem ocorrido muita coisa estranha na minha vida.
-É verdade. Com pessoas desaparecendo em clarões de luz, um profeta de rua não é nada espantoso.
-Você acredita que isso é obra sobrenatural? Pergunta Evan, se sentando ao lado do mendigo.
-Bem, é algo totalmente fora do amplo da tecnologia dessa era. Se fosse classificar, eu realmente diria que é obra sobrenatural. Mas o fato de poder não ser explicado agora, não quer dizer que seja algo totalmente fora de nossa compreensão.
-Como assim?
-Tome, por exemplo, Galileu, que foi queimado por defender o heliocentrismo. A igreja da época achou que aquilo era loucura, mas depois aquilo se provou realidade, só foi necessário um estudo serio sobre o caso.
-Você quer dizer que algo pode ser classificado como sobrenatural, apenas por não se saber o suficiente sobre o caso?
-Claro que sim. As civilizações antigas não atribuíam chuvas e terremotos a obras divinas, porem pra nós não passa de fenômenos naturais?
-Faz sentido...
-A ciência atual ficou muito soberba e cheia de si, acreditando que tudo que ela não seja capaz de explicar não passa de besteira. Mesmo que alguém consiga alguma prova que confirme a existência de fantasmas, a ciência atual revogaria, por simples arrogância. Ela se tornou infantil o suficiente pra se achar a dona da verdade, e criou pessoas como você.
-Pessoas como eu? Diz Evan com um sorriso descrente, mas no fundo estava levando a serio tudo o que o senhor a sua frente dizia, e achando incrivelmente estranho alguém com aquela mente terminar como mendicante.
-Você acredita piamente na lógica moderna, achando que tudo que não tenha uma explicação racional não passa de loucura. Estou certo?
-E como você sabe disso?
-Eu já fui assim, e tinha esses mesmos olhos.
-Olhos?
-Olhos de quem nunca para de pensar, olhando para o horizonte infinito, procurando pela peça que pode juntar todas as outras.
-Não posso negar que essa não é minha situação atual. Diz Evan jogando a bituca do cigarro no chão e pisando em cima.
-Tenha cuidado com o que procura, as vezes não é aquilo que se quer achar. Diz o mendigo.
-Mas uma frase de infinitos sentidos? Pergunta Evan sorrindo.
-Não, esse é um conselho bem direto.
-Valeu, mas não sei se vou conseguir seguir... Diz Evan indo embora.
-Seria bom se pudesse... Murmura o mendigo.
Evan continua seu caminho normalmente até a estação, enquanto pensa sobre aquilo que o morador de rua lhe disse, até certo ponto fazia sentido, mas levou anos para formar sua cabeça, não vai ser 5 minutos de conversa com um estranho que mudaria isso.
Após 15 minutos no metrô, ele chega a estação 5, o local no qual mais ocorreram WFA. A 1º vista, parecia uma estação normal: cheia de gente subindo e descendo dos vagões, os guardas que andavam por toda plataforma, nada diferenciava essa estação das outras. Após olhar envolta procurando inutilmente por detalhes, Evan resolve perguntar para os guardas sobre o dia em questão, sempre tem 3 por estação.
-Me desculpe senhor, posso te fazer umas perguntas? Diz Evan para o 1º guarda enquanto pega o gravador de áudio.
-Claro o que quer saber? Pergunta o guarda.
-O que você sabe sobre os desaparecimentos que tem ocorrido pela cidade?
-Bem, temos muitos rumores sobre isso pra ser só uma brincadeira, mas a policia não revela nenhum dado concreto sobre isso, acho que é uma situação assustadora.
-Alguns aconteceram aqui nessa estação, sabe de algo?
-Já ouvi sobre isso também, mas nem eu nem os outros 2 guardas vimos nada.
-Pode me dizer o que estava fazendo no dia 12, as 19:00?
-Eu me lembro bem. Foi quando fui checar a sala de controle, fiquei lá por uns 2 minutos, mas agora que você falou nisso... Não me lembro de por que fui lá... A estação estava estranhamente fazia, e quando eu olhei pro relógio ver que horas eram, pois achava estranho o fato de num ter ninguém, mas quando eu vi dar 19:00 exatamente, fui a sala de controle não sei por que... Acho que a cabeça desse velho já deve estar falhando...
Evan acha o depoimento incrivelmente estranho, qual a probabilidade de alguém de repente querer fazer algo inabitual na exata hora do acontecimento. E quanto ele vai falar com os outros 2 a coisa fica ainda mais sinistra: um deles resolveu do nada adiantar a janta em 20 minutos mesmo não tenso fome, e o outro foi subitamente ao lado de fora da estação tomar um ar. Quando deu exatamente 19:00, a hora do ultimo WFA da 5º estação, todos aquele que deviriam estar aqui estavam em outro lugar, sinistro demais para ser apenas uma coincidência.
Evan começar a pensar desesperadamente no que estava ocorrendo, e a sensação estranha que ele sentiu na praça começa subia por sua espinha. Não era explicável, mas era sufocante, era desesperador, por algum motivo ele começa a entrar em pânico, então ele olha para o outro lado da plataforma, e vê a garota que no outro dia ele quase atropelou, mas assim que ele fixa seu olhar nela, um metro passa, bloqueando sua visão, e quando ele termina de passar a garota não esta mais lá. A sensação estranha começa a passar, e ele resolve deixar a estação.
Seja lá que causa os WFA, isso parece capaz de influenciar pessoas a tomar pequenas ações, que as fazem se afastar do lugar onde ocorrerá o evento, mas isso levanta a questão: Por que não usar isso para levar o alvo a um lugar isolado, onde não aja testemunhas? De fato, o lugar tem que preencher algum requisito, mas qual seria ele? Pensa Evan profundamente enquanto caminhava até o prédio do antigo hospital, e só volta a si quando uma viatura da policia passa ao seu lado. Pela velocidade e a sirene ligada parecia uma emergência, Evan corre um pouco e vê que ela para no portão do antigo prédio, onde haviam mais 3 viaturas. Os policiais estavam parados no portão, e toda a cerca estava envolta pela fita amarela de “Não ultrapasse”.
Evan se aproxima de um dos policiais.
-O que está havendo aqui?
-Desculpe, mas é assunto policial. Se afaste, por favor. Responde o policial.
-Esta havendo uma investigação ou algo assim?
-Eu não poderia informar, foi instruído apenas a interditar a área. Por favor, se afaste.
Evan resolve não insistir com o policial, mas não desiste de entrar. O fato da policia ter interditado o local aumentava as chances de ter alguma pista concreta lá. Ele começa a andar em volta dos limites do prédio, procurando por alguma outra entrada, mas a cerca viva que cerca o prédio perece instransponível.
Em determinado momento enquanto estava concentrado em procurar uma falha na cerca, ele sente uma mão tocando seu ombro. Ele se vira normalmente já pensando em uma desculpa para o que estava fazendo, mas ao ver quem o tocou ele toma um susto e cai no chão: A garota-fantasma!
-Você quer entrar ai? Pergunta ela tranquilamente.
-Quem é você?! Pergunta Evan ainda no chão.
-Amanda é Amanda. Você quer entrar? O rosto dela também era quase inexpressivo, como a retornada da floresta, mas ao contrario dela, Amanda passava serenidade através dos olhos azuis claros, quase brancos. Seu vestido branco e cabelos longos ajudavam a passar essa sensação. Evan a encara por alguns segundos e se levanta.
-Sim, eu quero entrar lá. O que você sabe sobre esse lugar? Evan acaba se recuperando do susto gradativamente.
-Amanda veio de lá. É só disso que Amanda lembra.
-Você veio lá?
-Sim, Amanda acordou em uma sala estranha, e andou perdida por muito tempo sem saber onde estava até encontrar uma saída. Amanda sabe como entrar lá.
-Poderia me mostrar? O jeito que a garota falava e seu rosto quase inexpressivo incomodavam Evan, mas ela talvez fosse sua melhor chance no momento.
-Sim, é só seguir Amanda. Diz a garota caminhando com a mão na cerca viva.
Evan a segue duvidando da própria sanidade mental, não importa da maneira que você olhasse, essa Amanda lembrava um retornado, e esse povo aparentou ser perigoso em sua única experiência com eles. Agora ele estava lá seguindo um deles para um lugar interditado pela policia. Quanto mais Evan pensava mais loucura parecia, mas ele segue em frente.
Após uns 15 metros depois de virar a esquina, Amanda para e aponta pra cerca.
-Amanda saiu daqui.
Apesar de parecer como todo o resto, essa parte da cerca era apenas alguns ramos, facilmente transponível, mas muito bem escondida.
-O que você quer lá dentro? Pergunta Amanda.
-Estou investigando os desaparecimentos que vem ocorrendo na cidade.
-Desaparecimentos?
-Sim, pessoas que desaparecem no meio de uma grande luz. Não sabe nada sobre isso?
-Não. Amanda não se lembra de nada, só sabe que tem que encontrar Amanda.
-Como assim? Eu já te vi em outros lugares na cidade, não tem família ou amigos? Diz Evan atravessando a falha na cerca.
-Não. Amanda acordou na sala e começou a procurar Amanda, não sei de nada, além disso. A garota segue Evan.
Evan não encontrava nexo no que Amanda dizia, mas tendo em vista que retornados reaparecem no mesmo lugar que sumiram, e que eles sofrem de transtornos mentais inexplicáveis, ele já tem certeza que essa garota desapareceu no WFA desse antigo hospital. A dúvida é se ela iria surtar, mas como ela aparentava certa sanidade ao conversar, não dava indícios de que isso aconteceria, pelo menos não tão cedo.
-Me conte sobre quando você acordou. Onde estava, o que tinha ao seu redor, se havia alguém lá, se viu ou ouviu alguma coisa? Pergunta Evan enquanto a seguia em direção ao prédio principal.
-Amanda acordou em uma sala vazia, e branca com pouca iluminação, mas diversas manchas de sangue por toda parte. Não tinha ninguém, mas eu ouvi uma musica estranha durante alguns minutos após ter acordado. Logo depois disso Amanda saiu da sala e começou a procurar Amanda, o que fez com que Amanda saísse daqui e andasse a cidade toda. Diz a garota.
-O que você quer dizer com “Procurar Amanda”? Você tem alguma amiga com o mesmo nome que você? Pergunta Evan.
-Eu sou Amanda, e Amanda sou eu. Mas Amanda está perdida, então
Amanda tem que acha-la. Diz Amanda enquanto para e olha para traz. Ela olha pra algo muito além de Evan, talvez além até demais. Após alguns segundos ela volta a caminhar, como se nada tivesse acontecido.
Evan continua segui-la tentando achar o sentido por traz daquilo que ela disse, mas o fato dela falar na 3º pessoa incomodava Evan, que era totalmente incapaz de imaginar o que passava na cabeça da garota a sua frente.
Eles caminham até a entrada principal do prédio, que a 1º vista parecia uma construção condenada normal: Totalmente escura por dentro, alguns estilhaços de parede e vidro, alguns desses vindo da grande porta que estava com diversos pedaços faltando. Poucos móveis estavam jogados pelo chão do grande salão, que já foi uma recepção de hospital.
-Você realmente quer entrar? Pergunta Amanda.
-Tem algo lá dentro a ser temido?
-Talvez sim, talvez não. Mas Amanda não gosta desse lugar. Diz Amanda colocando a mão na porta de vidro.
-Quer ficar aqui?
-Amanda vai te seguir, pra onde quer que você vá. Diz Amanda com um leve sorriso.
Evan realmente não sabia se isso era algo bom ou ruim, mas ao olhar pra dentro do lugar ele sentiu que devia entrar, tem algo lá dentro. Após alguns segundos encarando a porta, Evan engole seus receios e abre a porta, que range sinistramente.
Ele liga a lanterna e começa a caminhar receoso, sendo seguido de perto por Amanda, que parecia muito mais tranquila que ele.
-Pra onde vamos? Pergunta a garota.
-Vamos pra sala de onde você saiu. Lá deve ter alguma pista sobre esse caso.
-Então venha. Amanda pega a mão de Evan e começa a caminhar em ritmo acelerado.
Enquanto andavam Evan ia apenas olhando de relance o ambiente que parecia saído de um filme de terror. O lugar escuro e meio úmido, corredores longos e cheios de portas que mais pareciam um labirinto e diversos panos brancos cobrindo só Deus sabe o que. A escuridão completava o necessário pra fazer uma pessoa normal jamais entrar ali, e lá estava Evan, sendo guiado por uma desconhecida nesse ambiente macabro. Após uns 10 minutos virando corredores, entrando e saindo de salas, eles chegam a um corredor no qual tem uma sala que parece ter uma luz ligada, meio falhando.
Amanda para por alguns segundos e começa a caminhar em ritmo normal em direção a sala iluminada. Nesse ponto Evan já estava querendo largar tudo e correr, podia não aparentar, mas estava com muito medo, a tal luz no fim do corredor aumentava ainda mais o terror do lugar, como se algo fosse acontecer quando se chegasse lá, mas a mão de Amanda o puxava pra lá, nesse trecho ela passou a apertar sua mão mais forte, Evan tenta acreditar que é por ela também estar com medo.
Ao chegar na porta iluminada, ele vê que se trata de um corredor, todo feito de azulejos brancos agora meio amarelado, e uma porta de ferro, pintada de branca mas com diversas falhas a pintura. A lâmpada piscava periodicamente, que junto à imagem do corredor e da porta criava uma imagem horripilante. Após alguns segundos observando a cena atormentadora Amanda da um passo a frente, mas Evan a segura. Ele realmente não sabia se queria ir em frente, agora seu terror parecia bem aparente.
-Está tudo bem. Amanda esta com você. Diz a garota, olhando pra Evan com um leve, mas confortante sorriso.
Evan respira fundo e resolve seguir. Não que Amanda o tenha encorajado, mas ele parou e pensou: O que pode ter lá dentro? No máximo uma pessoa, nada mais do que isso. Ele tentava se convencer disso, mas seu ultimo encontro com uma pessoa em um lugar sinistro foi algo a ser temido, e Amanda voltou desse lugar, a chance de encontrar outro retornado não era baixa, porem o temor de encontrar outra coisa era ainda maior. Ainda estavam na metade do corredor. Ele parecia se alongar cada vez mais, e o receio de chegar àquela porta também. O barulho dos passos ecoava naquele silencio macabro e a cada passo a hesitação de Evan aumentava, mais ele queria largar tudo e sair correndo. Ele nunca foi uma pessoa assustada, em situações normais aquilo seria apenas um corredor com iluminação fraca pra ele, mas algo ali o fazia tremer, se não fosse a mão de Amanda o puxando ele já teria entrado em desespero e fugido.
Eles chegam a porta, e Amanda coloca a mão na maçaneta e olha pra Evan, esperando uma confirmação. Ele para por alguns segundos. Se fosse pra desistir tinha que ter sido antes, agora não tem mais volta, seja o que houver atrás dessa porta. Evan acena com a cabeça, e Amanda abre lentamente a porta. Se rangido metálica parecia ensurdecedor, e logo que ela foi aberta, um cheiro de podre subiu ao ar.
-Foi daqui... Que Amanda saiu... Diz Amanda apontando a lanterna pra dentro da sala.
Evan tem a visão mais perturbadora de sua vida. A sala repleta de sangue, do chão ao teto. Os únicos pontos ainda em branco era partes nas quais parecia ter algo na hora em que o sangue foi espirrado, parecia formar algum tipo de desenho sinistro, que aumentava ainda mais o terror emitido pelo lugar. No chão havia o que pareciam órgãos, mas estavam totalmente dilacerados, irreconhecíveis. Era demais pra qualquer um, nem mesmo o maior dos psicopatas já conhecidos fariam algo do gênero. Após alguns segundos, a sanidade de Evan sede, e ele começa a correr desesperado, cortando corredores na esperança de achar uma saída daquele pesadelo sanguinário.  A visão daquela sala repleta se sangue com as manchas brancas pareciam formar um daqueles exames psicotécnico, mas esse levaria qualquer pessoa a loucura. Após diversas curvas ele se depara com um corredor sem saída onde no final tem uma parede iluminada, e nessa parede um desenho idêntico ao que a retornada esfaqueava na caverna, mas no tamanho de uma pessoa e desenhado com sangue. Por mais que a imagem não tivesse olhos, era como se ela o encarrasse, o intimidando e o mandando sair. Ele entra em pânico e grita desesperado. Evan estava fora de si, esse lugar não era normal, seu raciocínio se esvai, e quando ele retorna a si, esta do lado de fora do hospital caminhando de mãos dadas com Amanda. Havia acabado. Ele jamais sentiu tento alivio ao ver o centro da cidade repleto de gente.
Porem aquilo realmente havia acontecido e não sairia de sua cabeça tão cedo. O mistério se torna cada vez mais sinistro, e pela primeira vez Evan sente um verdadeiro receio de continuar, com medo que encontrar aquilo que foi capaz de causar o genocídio demoníaco que ele testemunhou, mas ele já estava envolvido demais, e descobriria isso logo.